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Cardiologia6 novembro 2026

Anvisa aprova evolocumabe para reduzir risco cardiovascular

Indicação do evolocumabe passa a incluir adultos com doença aterosclerótica estabelecida ou alto risco para ela, após estudo com 12.257 pacientes.

Através da Resolução 4.249, publicada no Diário Oficial da União em 4 de novembro de 2025, a Anvisa aprovou nova indicação do evolocumabe para adultos que já têm doença cardiovascular aterosclerótica ou apresentam alto risco de desenvolvê-la. A decisão busca reduzir o risco cardiovascular por meio da queda do LDL-C, com fundamento em um ensaio internacional no qual o medicamento reduziu eventos cardiovasculares maiores em pacientes sem infarto ou AVC prévio.

Segundo a agência, o anticorpo monoclonal humano IgG2 bloqueia a PCSK9 e aumenta a reciclagem de receptores de LDL no fígado. Nesse sentido, muitos pacientes mantêm LDL-C elevado e risco residual apesar de estatinas e ezetimiba.

Site da Anvisa em destaque representando a aprovação do evolocumabe

Primeiros eventos cardiovasculares maiores caem 25% com evolocumabe

O estudo VESALIUS-CV, publicado no New England Journal of Medicine, incluiu 12.257 pacientes em 774 centros de 33 países, entre eles o Brasil. O registro lista 20 locais brasileiros, em sete estados e no Distrito Federal, incluindo o InCor-HCFMUSP, instituição de um dos autores. Os participantes receberam evolocumabe 140 mg subcutâneo a cada duas semanas ou placebo, com seguimento mediano de 4,6 anos. 

Morte coronariana, infarto ou AVC isquêmico ocorreram em 6,2% do grupo evolocumabe e em 8,0% do grupo placebo em cinco anos. A diferença equivale a um risco 25% menor de primeiro evento (HR 0,75).

Com a revascularização guiada por isquemia incluída, as taxas foram de 13,4% e 16,2%, com risco 19% menor (HR 0,81). O infarto isolado caiu 36%. Eventos adversos graves e suspensões por eventos adversos não diferiram entre os grupos.

Saiba mais: Evolocumabe em pacientes sem IAM ou acidente vascular cerebral prévio

Doença cardiovascular aterosclerótica sem infarto prévio predomina na amostra

Cerca de dois terços dos participantes apresentavam aterosclerose coronária (45%), cerebrovascular (10%) ou periférica (17%). O restante tinha apenas diabetes de alto risco, definido por doença há 10 anos ou mais, insulina diária ou complicação microvascular.

Na entrada, 92% já usavam hipolipemiante, ao qual o evolocumabe foi somado, e, mesmo assim, a mediana de LDL-C era 122 mg/dL. Até então, porém, a bula brasileira só previa redução de risco cardiovascular na doença estabelecida, definida como infarto, AVC ou doença arterial periférica.

Quanto o evolocumabe reduziu o colesterol LDL no estudo?

No subestudo lipídico, com 2.014 pacientes, o colesterol LDL caiu 55% em relação ao placebo na semana 48. Além disso, a mediana alcançada foi de 45 mg/dL, contra 109 mg/dL respectivamente, nível que apoia metas nessa faixa segundo os autores.

Saiba mais: Inibidores da PCSK9: manual de instruções

A Resolução-RE nº 4.249/2026, que ampliou a indicação do medicamento , passa a vigorar na data de sua publicação. O deferimento abrange o evolocumabe de 140 mg/mL em caneta preenchida, já usado para reduzir o colesterol LDL.

Este conteúdo foi elaborado com auxílio de inteligência artificial com supervisão e revisão da Equipe Afya.

Autoria

Foto de Giovanna Del Carlo

Giovanna Del Carlo

Editora de Conteúdo da Afya. Jornalista formada pela Universidade Estácio de Sá. Bacharel em Direito pelo Centro Universitário de Volta Redonda - UniFOA. Pós-graduada pela PUC Minas.

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