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Cardiologia5 maio 2026

Amiloidose cardíaca: Anvisa aprova nova terapia para cardiomiopatia por TTR

Medicamento surge como alternativa para cardiomiopatia amiloide associada à transtirretina: doença rara, progressiva e potencialmente fatal

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária aprovou o registro do medicamento Beyonttra® (cloridrato de acoramidis) para o tratamento da cardiomiopatia amiloide associada à transtirretina (ATTR), tanto na forma hereditária quanto na forma selvagem. A Resolução-RE Nº 1.785 foi publicada no dia 4 de maio de 2026, e amplia as opções terapêuticas para pacientes com essa condição rara.

A doença é caracterizada pelo acúmulo anormal da proteína transtirretina no coração, o que compromete a função cardíaca e pode levar à insuficiência cardíaca.

Saiba mais: Acoramidis e a Nova Opção para Cardiopatia Amiloide TTR

Como o medicamento atua

O acoramidis atua estabilizando a proteína transtirretina (TTR), impedindo sua desestruturação e a formação de depósitos amiloides no músculo cardíaco. Esse mecanismo contribui para reduzir a progressão da doença e o risco de mortalidade cardiovascular.

Em estudo clínico de fase 3, o medicamento demonstrou eficácia superior ao placebo. Pacientes tratados apresentaram maior probabilidade de benefício clínico, com melhora em desfechos relacionados à progressão da doença.

Amiloidose cardíaca: Anvisa aprova nova terapia para cardiomiopatia por TTR

Cardiomiopatia amiloide: doença rara e de difícil diagnóstico

A cardiomiopatia amiloide por transtirretina é uma condição rara, multissistêmica e progressiva. No Brasil, estima-se que cerca de 12,9 mil pessoas convivam com a doença, principalmente homens com mais de 60 anos.

Os pacientes frequentemente enfrentam sintomas como fadiga, falta de ar e limitações físicas, além de hospitalizações recorrentes por insuficiência cardíaca.

Impacto clínico e novas perspectivas

Sem tratamento adequado, a doença tende a evoluir com perda progressiva da função cardíaca e piora da qualidade de vida. A aprovação de novas terapias, como o acoramidis, representa um avanço importante no manejo da condição.

A expectativa é que o medicamento contribua para retardar a progressão da doença e oferecer melhores perspectivas clínicas para pacientes com uma condição historicamente de difícil tratamento.

Leia ainda: ACC 2026: Intervenção coronária percutânea tem benefício na oclusão total crônica?

*Este artigo foi revisado pela equipe médica do Portal Afya.

Autoria

Foto de Roberta Santiago

Roberta Santiago

Roberta Santiago é jornalista desde 2010 e estudante de Nutrição. Com mais de uma década de experiência na área digital, é especialista em gestão de conteúdo e contribui para o Portal trazendo novidades da área da Saúde.

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