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Terapia Intensiva4 dezembro 2022

Caso clínico: transporte intra-hospitalar do paciente grave

Por Rafael Lisbôa

Paciente de 33 anos, sexo masculino, previamente hígido, foi vítima de acidente automobilístico (colisão frontal do seu carro com um caminhão carregado de sacos de cimento). 

Na avaliação inicial do atendimento pré-hospitalar apresentava-se comatoso, com escala de coma de Glasgow (GCS, do inglês Glasgow coma scale) 9, tatuagem traumática em hemitórax direito. PA 90/50 mmHg, FC 128 bpm, FR 3 irpm com tiragem intercostal. Recebeu imobilização cervical, intubação orotraqueal e expansão volêmica, sendo transferido ao pronto-socorro. 

Exames laboratoriais evidenciavam leucocitose (21.000 cels/mm³) com desvio à esquerda (10% de bastões), hipernatremia (Na 156 mmol/L), hipercalemia (K 6,1 mEq/L) e CPK de 15.000 UI/ml. 

Apresentava fraturas em 5º e 7º arcos costais direitos, fratura cominutiva do fêmur direito, contusão hepática leve com hematoma laminar subcapsular e edema cerebral difuso e apagamento dos sulcos, sem desvio da linha média, porém com compressão de cisternas (lesão difusa III de Marshall). 

Ainda nas primeiras horas de evolução, o paciente apresentou piora clínica caracterizada por hipoxemia refratária, injúria renal aguda e exacerbação da pressão intracraniana (P2 > P1). Foram indicadas tomografia computadorizada (TC) de crânio e angio-TC de tórax. O paciente já encontrava-se com monitorização invasiva da pressão intra-arterial, acesso venoso central, sonda vesical de demora e cateter intraparenquimatoso para monitorização da pressão intracraniana. 

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Diante do cenário de piora clínica, com instabilidade hemodinâmica, distúrbios hidroeletrolíticos, injúria renal aguda, piora neurológica e respiratória, você realizaria o transporte desse paciente ao setor de Radiologia para investigação complementar? 

Autoria

Foto de Rafael Lisbôa

Rafael Lisbôa

Conteudista médico na Afya. Formado em medicina pelas Faculdades Integradas da União Educacional do Planalto Central (Faciplac), em 2016, com residência médica em Clínica Médica pela Hospital de Base do Distrito Federal (HBDF), intensivista titulado pela Associação de Medicina Intensiva Brasileira (AMIB) e médico auditor titulado pela Sociedade Brasileira de Auditoria Médica (SBAM). É gerente médico na Audicare Master, atuando na área de Auditoria Médica.

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