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Endocrinologia1 janeiro 2026

Algoritmo para avaliação de adultos com doença crônica relacionada à obesidade

Esta atualização do algoritmo expande a estrutura de estadiamento para obesidade.

A obesidade é uma doença metabólica neuro-hormonal crônica e heterogênea. A característica fenotípica unificadora da obesidade é o excesso ou a distribuição anormal de tecido adiposo com potencial para prejudicar a saúde. A fisiologia da homeostase energética envolve a interação coordenada de múltiplos fatores neuroendócrinos de saciedade que surgem perifericamente e atuam nos centros de alimentação no cérebro.  

Esta atualização do algoritmo expande a estrutura de estadiamento para obesidade e está alinhada com a declaração de consenso internacional conjunta sobre o estigma da obesidade, a nova estrutura da Associação Europeia para o Estudo da Obesidade para o diagnóstico, estadiamento e tratamento da obesidade, e a declaração de consenso da AACE sobre preconceito internalizado em relação ao peso, estigma e saúde mental como componentes-chave do cuidado com a obesidade. 

 

Metodologia

A Associação Americana de Endocrinologia Clínica (American Association of Clinical EndocrinologyAACE) selecionou um grupo de especialistas médicos para atualizar o algoritmo da AACE de 2016 para o atendimento médico de pacientes com obesidade e alinhar esta atualização do algoritmo com as diretrizes clínicas da AACE. Terapias cirúrgicas e procedimentos para o tratamento da obesidade, bem como o atendimento de pacientes pediátricos, estão além do escopo deste algoritmo. 

Estconsenso fornece orientação visual baseada em evidências em algoritmos gráficos e um resumo de evidências para auxiliar profissionais de saúde e adultos com obesidade e doenças crônicas relacionadas à adiposidade na tomada de decisões compartilhadas para melhorar o atendimento e alcançar metas de saúde. 

Resultados encontrados e discussão

O algoritmo inclui 11 seções: (1) princípios de manejo centrado na pessoa e nas complicações da obesidade/ABCD (do inglês, adiposity-based chronic disease), (2) modelo de atendimento para pessoas com obesidade/ABCD: triagem e diagnóstico, (3) diagnóstico: componente antropométrico, (4) diagnóstico: componente clínico, (5) plano de tratamento individualizado, objetivos terapêuticos e acompanhamento, (6) resposta à terapia e metas de perda de peso para pessoas com ABCD, (7) terapia comportamental/estilo de vida para pessoas com obesidade/ABCD, (8) hierarquias de medicamentos preferenciais para o cuidado centrado em complicações de pessoas com ABCD, (9) terapia farmacológica escalonada de menor custo para ABCD, (10) medicamentos para obesidade: individualização da terapia e (11) medicamentos para obesidade aprovados pela Food and Drug Administration dos Estados Unidos.

Conclusão

Este algoritmo de 2025 para o cuidado médico de adultos com obesidade ressalta que a doença crônica relacionada à adiposidade é complexa e exige tratamento e cuidados a longo prazo. A ênfase é colocada na otimização da saúde, em vez de apenas na redução de peso, e na obtenção de metas clínicas que não sejam um foco singular no índice de massa corporal (ou seja, cuidado centrado em complicações). A escolha das intervenções e a intensidade do tratamento devem ser individualizadas, levando em consideração a gravidade ou o estágio da doença. A igualdade no atendimento e a redução do preconceito e do estigma relacionados ao peso por meio de um modelo biopsicossocial de cuidado crônico são fundamentais e incluídas em todo o consenso. 

 

Autoria

Foto de Letícia Japiassú

Letícia Japiassú

Médica endocrinologista com Residência Médica em Clínica Médica pelo Hospital Municipal Souza Aguiar (2008) e especialização pela Associação Brasileira de Nutrologia (2020). Possui graduação em Medicina pela Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (2006).

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