O Ministério da Saúde apresentou, na última quinta-feira (06/08), os primeiros resultados do tratamento da fibrose cística com o medicamento Trikafta ®, ofertado gratuitamente pelo SUS. Os dados fazem parte do Relatório Nacional de Monitoramento, realizado pelo Grupo Brasileiro de Estudos de Fibrose Cística.
O medicamento, aprovado em agosto de 2023 para oferta no SUS, reduziu em até 84,8% as internações por fibrose cística. Segundo o relatório, a terapia ainda diminuiu transplantes pulmonares e o uso de antibióticos sistêmicos. Além de diminuir a exposição hospitalar e o afastamento da rotina dos pacientes.
Na rede privada, uma caixa do Trikafta custa, em média, R$ 194,5 mil, enquanto o tratamento completo pode custar até R$ 2,5 milhões por paciente ao ano, o que reforça o impacto da oferta gratuita pelo SUS.

Medicamento reduziu necessidade de oxigenioterapia e transplantes pulmonares
O estudo acompanhou 647 pacientes por um ano, em 39 centros de referência. O cloreto no suor, biomarcador da doença, apresentou redução após o início da terapia, associada a maior domínio físico e respiratório.
O levantamento identificou queda de até 91,6% na necessidade de oxigenioterapia domiciliar, reduzindo a dependência de equipamentos. Houve redução de até 90% nos transplantes pulmonares e de 66,7% no uso de antibióticos sistêmicos, o que diminui o risco de resistência bacteriana. Também houve ganho médio de 10 a 14 pontos na função pulmonar, ampliando a capacidade respiratória. A terapia combina elexacaftor, tezacaftor e ivacaftor e é indicada para pacientes com mutação no gene CFTR, responsável pela passagem de sal e água pelas células.
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Oferta do medicamento no SUS
O acesso ao Trikafta ocorre nas farmácias de alto custo do SUS, mediante receita de especialista, com uso domiciliar por via oral. O Ministério da Saúde já distribuiu mais de 6 milhões de unidades aos estados, com investimento de R$ 2,8 bilhões em recursos federais.
Em 2023, o SUS passou a oferecer o tratamento a pacientes com seis anos ou mais que possuam ao menos uma cópia da mutação F508del no gene CFTR, situado no cromossomo 7.
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Este conteúdo foi elaborado com auxílio de inteligência artificial com supervisão e revisão da Equipe Afya.
Autoria

Gabriela Costa
Estagiária de conteúdo da Afya. Graduanda em jornalismo pela Universidade Federal Fluminense.
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