Durante a Conferência Científica Internacional da Agência Internacional de Pesquisa sobre Câncer/IARC, o Ministro da Saúde, Alexandre Padilha, anunciou a inclusão do teste imunoquímico fecal (FIT) nas Diretrizes Brasileiras para Rastreamento do Câncer de Cólon e Reto (CCR), como método preferencial para rastreamento em indivíduos assintomáticos de risco padrão com entre 50 e 75 anos.

Teste imunoquímico fecal (FIT)
O FIT avalia a presença de sangue oculto nas fezes usando um anticorpo contra a porção globina do heme e, de acordo com relatório da Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no Sistema Único de Saúde (Conitec), é um exame que não requer restrições alimentares, sendo necessária uma única amostra para que seja realizado, além de ser capaz de identificar se o sangramento é proveniente do trato gastrointestinal inferior, sem necessidade de limitação da dieta nos dias anteriores ao teste.
Além disso, a comissão apontou que, quando comparado ao teste de sangue oculto nas fezes baseado em guaiaco (g-FOBT), o FIT apresentou maior sensibilidade para detectar lesões pré-cancerosas (20-50% versus 11-20%, respectivamente) e CCR (79% versus 20-50%, respectivamente).
Outro racional da Conitec para a recomendação foram dados de maior adesão dos pacientes, e as recomendações já existentes no rastreamento de CCR em vários países europeus, do Pacífico Ocidental, da Ásia Oriental e América.
ACP 2026: Rastreamento do câncer colorretal – novos testes ampliam acesso?
Câncer de cólon e reto (CCR)
Estimativas da Organização Mundial de Saúde, colocam o câncer de cólon e reto (CCR) como o terceiro tipo de câncer mais comum em ambos os sexos no mundo, com estimativa de 1.140.000 casos novos entre homens e 929 mil casos novos entre mulheres em 2025.
No Brasil, pesquisadores do Instituto Nacional do Câncer (Inca), estimaram que entre 2026 e 2030 o número de mortes relacionadas a esse tipo de câncer aumentará em até três vezes (comparado com 2001-2005), afligindo 127 mil pessoas. O CCR já é o segundo câncer mais comum no Brasil e o terceiro que mais mata.
Saiba mais: Estudo aponta aumento de 36,3% em mortalidade por câncer colorretal no Brasil
*Este artigo foi revisado pela equipe médica do Portal Afya.
Autoria

Augusto Coutinho
Jornalista e editor de conteúdos de medicina e ciência, especialista em Edição Digital e pós-graduando em Jornalismo de Dados.
Como você avalia este conteúdo?
Sua opinião ajudará outros médicos a encontrar conteúdos mais relevantes.