O suicídio entre jovens nas Américas aumentou nas últimas duas décadas e permanece como a terceira causa de morte entre pessoas de 10 a 24 anos, segundo alerta divulgado pela Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) na última quarta-feira (20/05). A entidade informou que mais de 18 mil adolescentes e jovens adultos morreram por suicídio na região em 2021. O dado é relevante para médicos porque sofrimento psíquico, exposição digital e acesso a meios letais exigem identificação precoce.

Alerta regional se concentra em jovens de 10 a 14 anos
Em 2021, a OPAS registrou 18.157 mortes por suicídio entre adolescentes e jovens adultos nas Américas. Embora três em cada quatro mortes tenham ocorrido entre homens, o aumento foi mais rápido entre mulheres. A elevação mais acentuada apareceu no grupo de 10 a 14 anos, reforçando a necessidade de atenção também em crianças.
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A taxa de suicídio entre jovens cresceu 38% em 21 anos, acima do aumento de 17% observado na população geral das Américas. A OPAS relaciona o avanço a múltiplos fatores preveníveis, incluindo condições de saúde mental, como depressão e ansiedade, uso de substâncias, pressões sociais, exposição excessiva a ambientes digitais, cyberbullying e facilidade de acesso a meios letais.
Fortalecer a prevenção do suicídio orienta resposta regional
Desde 2000, a mortalidade por suicídio na população geral das Américas aumentou mais de 17%, segundo a OPAS, que destaca a região como a única do mundo onde essa tendência segue em alta. Em resposta, a organização lançou em 2025 uma iniciativa regional de prevenção do suicídio para apoiar países na implementação de intervenções baseadas em evidências.
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Vigilância deve ampliar escuta
Para a prática médica, o alerta aponta a necessidade de vigilância clínica e comunitária sobre adolescentes e jovens adultos, especialmente quando há sinais de sofrimento psíquico, exposição intensa a ambientes digitais, uso de substâncias ou acesso facilitado a meios letais. O suicídio entre jovens exige acompanhamento contínuo porque reúne fatores potencialmente modificáveis e crescimento mais acelerado do que o observado na população geral.
Este artigo foi elaborado com auxílio de IA e revisado pela equipe de jornalismo do Portal Afya.
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Redação Afya
Produção realizada por jornalistas da Afya, em colaboração com a equipe de editores médicos.
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