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Saúde29 junho 2026

Semaglutida no SUS: Ministério da Saúde inicia projeto-piloto em hospital federal

Estudo avaliará o uso de semaglutida em pacientes do SUS com obesidade grave ou associada a comorbidades em hospital de Porto Alegre
Por Redação Afya

Na última sexta-feira (26/09), o Ministério da Saúde anunciou o início de um estudo (batizado de Real-Bari) que irá analisar a efetividade, a segurança e o custo do tratamento com semaglutida, princípio ativo de canetas emagrecedoras, no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS). De acordo com o governo, a expectativa é que, embora neste primeiro momento o foco seja no uso de medicamentos à base de GLP-1 no diabetes e obesidade, isso seja estendido para outras doenças crônicas. O estudo será realizado no Rio Grande do Sul, e os pacientes serão acompanhados pelo Grupo Hospitalar Conceição (GHC) em Porto Alegre.

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Sobre o estudo com semaglutida 

O protocolo de pesquisa foi elaborado pelo Ministério da Saúde em parceria com a equipe técnica do GHC. Serão contemplados pelo programa 250 pacientes com obesidade grave ou associada a outras morbidades, como comprometimento cardíaco, sendo a mais prevalente entre hipertensão arterial, além de indicação para cirurgia bariátrica, que já eram acompanhados pelo hospital.

A duração será de dois anos, durante os quais serão avaliados indicadores essenciais como

  • Percentual de perda de peso.
  • Evolução da qualidade de vida.
  • Resultados de exames clínicos.
  • Condições pós-operatórias.
  • Custos dos processos.

O objetivo principal será compreender como o tratamento pode ser adaptado à realidade do SUS, gerando evidências nacionais aplicáveis à prática clínica.

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Obesidade no SUS

Em 2025, foram realizados 9,7 milhões de atendimentos relacionados à obesidade no SUS, um crescimento de mais de 50% em três anos. Os investimentos atuais do Ministério da Saúde focam em ações preventivas como as Academias da Saúde, medicamentos à base de semaglutida e liraglutida não estão incorporadas no sistema público de saúde e sua eventual incorporação deverá ser feita com a análise da Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS (Conitec).

Autoria

Foto de Redação Afya

Redação Afya

Equipe de Jornalistas da Afya.

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