Na última sexta-feira (26/09), o Ministério da Saúde anunciou o início de um estudo (batizado de Real-Bari) que irá analisar a efetividade, a segurança e o custo do tratamento com semaglutida, princípio ativo de canetas emagrecedoras, no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS). De acordo com o governo, a expectativa é que, embora neste primeiro momento o foco seja no uso de medicamentos à base de GLP-1 no diabetes e obesidade, isso seja estendido para outras doenças crônicas. O estudo será realizado no Rio Grande do Sul, e os pacientes serão acompanhados pelo Grupo Hospitalar Conceição (GHC) em Porto Alegre.
Semaglutida: Anvisa aprova primeira versão sintética do medicamento no país

Sobre o estudo com semaglutida
O protocolo de pesquisa foi elaborado pelo Ministério da Saúde em parceria com a equipe técnica do GHC. Serão contemplados pelo programa 250 pacientes com obesidade grave ou associada a outras morbidades, como comprometimento cardíaco, sendo a mais prevalente entre hipertensão arterial, além de indicação para cirurgia bariátrica, que já eram acompanhados pelo hospital.
A duração será de dois anos, durante os quais serão avaliados indicadores essenciais como
- Percentual de perda de peso.
- Evolução da qualidade de vida.
- Resultados de exames clínicos.
- Condições pós-operatórias.
- Custos dos processos.
O objetivo principal será compreender como o tratamento pode ser adaptado à realidade do SUS, gerando evidências nacionais aplicáveis à prática clínica.
Saiba mais: Mapa da obesidade Brasil tem alta de 118% em 18 anos
Obesidade no SUS
Em 2025, foram realizados 9,7 milhões de atendimentos relacionados à obesidade no SUS, um crescimento de mais de 50% em três anos. Os investimentos atuais do Ministério da Saúde focam em ações preventivas como as Academias da Saúde, medicamentos à base de semaglutida e liraglutida não estão incorporadas no sistema público de saúde e sua eventual incorporação deverá ser feita com a análise da Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS (Conitec).
Autoria
Como você avalia este conteúdo?
Sua opinião ajudará outros médicos a encontrar conteúdos mais relevantes.
