SaúdeMAR 2024

Projeto Trauma será instalado no Ministério da Saúde até 2026

O TRAUMA foi desenvolvido dentro do Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do Sistema Único de Saúde (Proadi-SUS).
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Por Roberta Santiago
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Lançado em caráter experimental em 2022, o Projeto TRAUMA (Tecnologia de Rápido Acesso de Dados Unificados para Mitigação da Acidentalidade) vai ser instalado no Ministério da Saúde até 2026. De acordo com a pasta, a ferramenta está sendo aprimorada a fim de permitir acesso a dados integrados sobre acidentes e lesões ocorridos em todo o Brasil. 

Objetivos 

Lesões e a violência figuram na lista de principais causas de morte no país, prevalecendo os homicídios (30,5%), seguidos pelos acidentes de trânsito (23,5%), outras causas acidentais (23,2%) e suicídios (10,4%).   Os principais objetivos do TRAUMA são melhorar a qualidade da assistência aos pacientes vítimas de trauma; reduzir o número de mortes evitáveis por causas externas; criar um banco de dados estratégico para auxiliar na tomada de decisões e na orientação de medidas assistenciais e políticas públicas.  Leia mais: Projeto obriga divulgação de posição de pacientes na fila de espera do SUS  

O projeto 

O TRAUMA foi desenvolvido dentro do Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do Sistema Único de Saúde (Proadi-SUS), no qual são usados valores de imunidade fiscal para desenvolver avanços para o SUS.   Segundo Bruno Zocca, epidemiologista do Hospital Israelita Albert Einstein, parceiro da pasta no projeto, trata-se de uma iniciativa “diferente de tudo que o Ministério da Saúde já fez”.  “O projeto terminou o primeiro triênio com uma ferramenta funcional que vai se desenvolver em dois grandes eixos: o primeiro, reunir mais locais e mais dados para continuar testando a ferramenta; já o segundo é passar essa ferramenta efetivamente para dentro do ministério”, diz. 

Cenário atual 

De acordo com o Proadi-SUS, as informações são hoje disponibilizadas para o SUS através de múltiplos sistemas de informação independentes e não interconectados. Este projeto visa mudar o cenário a longo prazo, contribuindo para a diminuição da morbidade e mortalidade relacionadas às lesões.  Nos próximos anos, quando já estiver instalado no Ministério da Saúde, os dados serão acessados de forma centralizada pelo Departamento de Informática do SUS (Datasus) e ficarão disponíveis para todo o Brasil, e acessíveis aos gestores nos níveis municipal, estadual e federal.  “O gestor municipal poderá ver que existe uma esquina com muito acidente de trânsito e colocar um semáforo; o gestor estadual poderá ver que tem um quarteirão ou bairro com muitos casos de violência graves ou não graves, e colocar uma viatura de polícia ali. E o governo federal poderá usar a ferramenta tanto para avaliar suas políticas vigentes como para desenhar novas políticas públicas. Por isso, nossa expectativa é que o Projeto TRAUMA, apesar do nosso parceiro ser o governo federal, o Ministério da Saúde, seja uma ferramenta útil para todos os níveis de gestão, para pesquisa, para organizações não governamentais (ONGs), para quem tiver interesse em acessar os dados integrados”, afirma Zocca. *Este artigo foi revisado pelo Portal Afya.
Lançado em caráter experimental em 2022, o Projeto TRAUMA (Tecnologia de Rápido Acesso de Dados Unificados para Mitigação da Acidentalidade) vai ser instalado no Ministério da Saúde até 2026. De acordo com a pasta, a ferramenta está sendo aprimorada a fim de permitir acesso a dados integrados sobre acidentes e lesões ocorridos em todo o Brasil. 

Objetivos 

Lesões e a violência figuram na lista de principais causas de morte no país, prevalecendo os homicídios (30,5%), seguidos pelos acidentes de trânsito (23,5%), outras causas acidentais (23,2%) e suicídios (10,4%).   Os principais objetivos do TRAUMA são melhorar a qualidade da assistência aos pacientes vítimas de trauma; reduzir o número de mortes evitáveis por causas externas; criar um banco de dados estratégico para auxiliar na tomada de decisões e na orientação de medidas assistenciais e políticas públicas.  Leia mais: Projeto obriga divulgação de posição de pacientes na fila de espera do SUS  

O projeto 

O TRAUMA foi desenvolvido dentro do Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do Sistema Único de Saúde (Proadi-SUS), no qual são usados valores de imunidade fiscal para desenvolver avanços para o SUS.   Segundo Bruno Zocca, epidemiologista do Hospital Israelita Albert Einstein, parceiro da pasta no projeto, trata-se de uma iniciativa “diferente de tudo que o Ministério da Saúde já fez”.  “O projeto terminou o primeiro triênio com uma ferramenta funcional que vai se desenvolver em dois grandes eixos: o primeiro, reunir mais locais e mais dados para continuar testando a ferramenta; já o segundo é passar essa ferramenta efetivamente para dentro do ministério”, diz. 

Cenário atual 

De acordo com o Proadi-SUS, as informações são hoje disponibilizadas para o SUS através de múltiplos sistemas de informação independentes e não interconectados. Este projeto visa mudar o cenário a longo prazo, contribuindo para a diminuição da morbidade e mortalidade relacionadas às lesões.  Nos próximos anos, quando já estiver instalado no Ministério da Saúde, os dados serão acessados de forma centralizada pelo Departamento de Informática do SUS (Datasus) e ficarão disponíveis para todo o Brasil, e acessíveis aos gestores nos níveis municipal, estadual e federal.  “O gestor municipal poderá ver que existe uma esquina com muito acidente de trânsito e colocar um semáforo; o gestor estadual poderá ver que tem um quarteirão ou bairro com muitos casos de violência graves ou não graves, e colocar uma viatura de polícia ali. E o governo federal poderá usar a ferramenta tanto para avaliar suas políticas vigentes como para desenhar novas políticas públicas. Por isso, nossa expectativa é que o Projeto TRAUMA, apesar do nosso parceiro ser o governo federal, o Ministério da Saúde, seja uma ferramenta útil para todos os níveis de gestão, para pesquisa, para organizações não governamentais (ONGs), para quem tiver interesse em acessar os dados integrados”, afirma Zocca. *Este artigo foi revisado pelo Portal Afya.

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Referências bibliográficas

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Roberta SantiagoRoberta Santiago
Roberta Santiago é jornalista desde 2010 e estudante de Nutrição. Com mais de uma década de experiência na área digital, é especialista em gestão de conteúdo e contribui para o Portal trazendo novidades da área da Saúde.

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