Relatório publicado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) aponta que 26.000 pessoas morrem diariamente devido a algum tipo de câncer. Segundo o Global status report on cancer 2026: the future we choose together, com 20,6 milhões de novos casos e 10 milhões de mortes todos os anos, o câncer permanece como a segunda maior causa de mortalidade global e estimativas apontam que o número de casos deve chegar a 35 milhões em 2050
Desse modo, a OMS construiu o seu relatório como um guia para a comunidade internacional combater essa tendência. O documento apresenta análises abrangentes sobre os progressos que já foram alcançados em áreas como políticas públicas, tratamento e prevenção, ao mesmo tempo que aponta as inequidades e falhas nos sistemas de saúde.
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Questões a serem resolvidas no combate ao câncer
Uma das análises apresentadas mostra que, enquanto países desenvolvidos possuem uma taxa de sobrevivência de 87% para as mulheres diagnosticadas com câncer de mama, esse índice cai drasticamente para 42% em países de baixa renda.
Além disso, apenas 28% dos países incluem o tratamento para câncer em seus sistemas de saúde públicos. Segundo o relatório, mesmo nos países que o fazem, o acesso pode ser dificultado por outros fatores, como limitações de centros de tratamento e custos externos.
Barreiras de diagnóstico também desempenham um papel significativo nas falhas associadas à doença, a OMS indica que 47% da população mundial possui um acesso mínimo ou nenhum a serviços de diagnóstico básicos, o que leva a atrasos que impactam o tratamento e o desfecho do câncer.
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Prevenção
Outro fator que precisa ser avaliado e melhorado são as ações de prevenção. Segundo a OMS, 4 em cada 10 casos de câncer estão relacionados com fatores de riscos preveníveis, como infeção por HPV, hepatite B e C, infecção por H.pylori, consumo de álcool e tabaco, além de obesidade e baixa atividade física.
A organização aponta que progresso foi alcançado nessa questão, mas de forma muito lenta. Por exemplo, enquanto 85% dos países incluíram a vacinação contra o HPV nos seus programas nacionais, a cobertura da primeira dose entre meninas está em apenas 31%, muito abaixo da meta de 90% para 2030.
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O que pode ser feito
A OMS lista algumas ações que governos, organizações internacionais, sociedades civis, instituições acadêmicas e o setor privado podem tomar como base na construção de um futuro melhor em relação ao câncer. São sete recomendações organizadas em três pilares de controle do câncer com especificidades para cada agente capaz de contribuir explicadas no relatório. Resumidamente:
- Capacidade
- Integrar o controle do câncer ao fortalecimento do sistema de saúde e à cobertura universal de saúde, utilizando os Planos Nacionais de Controle do Câncer (NCCPs) como catalisadores de ações estratégicas.
- Fortalecer as capacidades do sistema de saúde para a prestação de serviços integrados e abrangentes de atenção ao câncer.
- Proteção
- Incluir pessoas com experiência em todos os processos de tomada de decisão relacionados com o câncer.
- Intensificar a promoção da saúde em nível comunitário no que diz respeito ao câncer e fortalecer as proteções sociais.
- Valor
- Promover o alinhamento e a transparência nos dados globais sobre a carga do câncer e o desempenho dos sistemas de saúde.
- Unificar a agenda do câncer em torno de soluções sistêmicas baseadas na equidade.
- Alinhar a pesquisa e a inovação às prioridades de saúde pública e às necessidades de serviços dos países de renda baixa e média.
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