A Organização Mundial da Saúde lançou um novo Guia Consolidado e Manual de Implementação sobre hepatites B e C, com o objetivo de apoiar governos na ampliação de estratégias de prevenção, diagnóstico e tratamento dessas infecções. O documento reúne mais de uma década de recomendações técnicas e busca transformar orientações científicas em ações práticas nos sistemas de saúde.
A publicação marca dez anos da primeira Estratégia Global do Setor da Saúde sobre hepatites virais e foi elaborada para servir como referência para gestores públicos, profissionais de saúde, formuladores de políticas e organizações parceiras. O manual também incentiva a integração dos serviços de hepatite à atenção primária e às estratégias de cobertura universal de saúde.
Segundo a OMS, a iniciativa pretende facilitar a implementação de programas nacionais capazes de reduzir novas infecções e ampliar o acesso ao cuidado.
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Hepatites continuam sendo desafio global
As hepatites virais permanecem entre os principais desafios de saúde pública no mundo. Estimativas da OMS indicam que 254 milhões de pessoas vivem com hepatite B e cerca de 50 milhões com hepatite C.
Em 2022, complicações associadas às infecções, como cirrose e câncer de fígado, causaram aproximadamente 1,3 milhão de mortes, o equivalente a mais de 3.500 óbitos por dia.
Apesar da existência de ferramentas eficazes para controle da doença, incluindo vacina e tratamento para hepatite B e terapias curativas para hepatite C, a infecção continua gerando elevada carga de doença e mortalidade evitável.
Manual reúne recomendações e orientações práticas
O novo documento consolida mais de 80 recomendações publicadas pela OMS entre 2015 e 2025 sobre hepatites B, C e D, organizadas em módulos práticos para facilitar sua aplicação em diferentes contextos de saúde.
Entre as estratégias destacadas estão a prevenção da transmissão da hepatite B de mãe para filho, com reforço da vacinação logo após o nascimento, além de medidas como segurança em transfusões sanguíneas, uso seguro de injeções e programas de redução de danos para pessoas que utilizam drogas injetáveis.
O manual também apresenta orientações para ampliar a testagem, incluindo o uso de exames rápidos e testes realizados no ponto de atendimento, e propõe modelos simplificados de tratamento adaptados a diferentes níveis do sistema de saúde.
Outro foco da publicação é o fortalecimento do monitoramento de dados e da avaliação de programas, com ferramentas para acompanhar resultados e ampliar a eficiência das políticas públicas.
Com a iniciativa, a OMS busca apoiar os países na expansão de serviços mais acessíveis e integrados, acelerando os esforços lobais para eliminar as hepatites virais como problema de saúde pública até 2030.
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Autoria

Roberta Santiago
Roberta Santiago é jornalista desde 2010 e estudante de Nutrição. Com mais de uma década de experiência na área digital, é especialista em gestão de conteúdo e contribui para o Portal trazendo novidades da área da Saúde.
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