A Organização Mundial da Saúde (OMS) divulgou a abertura de inscrições para o ensaio clínico PARTNERS. Pacientes na República Democrática do Congo poderão participar do estudo randomizado e controlado, patrocinado pela própria OMS, que testa as primeiras terapias contra a doença do vírus Bundibugyo. Não há, até o momento, tratamento aprovado para essa cepa do Ebola.

Anticorpo monoclonal e remdesivir são avaliados em combinação
O protocolo atual testa o anticorpo monoclonal MBP134 e o antiviral remdesivir, isolados ou combinados. A combinação busca verificar se a associação amplia o benefício sobre a sobrevida.
Os dois compostos foram selecionados pelo Grupo Técnico Consultivo da OMS após revisão de dados pré-clínicos e de segurança. A análise também considerou respostas observadas em surtos anteriores de Ebola.
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Como funciona o desenho do ensaio clínico
O desenho do estudo segue o modelo de plataforma adaptativa, que permite incorporar novos tratamentos ao protocolo conforme surgem evidências favoráveis.
Os pacientes recebem, em paralelo aos antivirais, cuidados de suporte previstos nas diretrizes da OMS. A lista inclui reposição de fluidos, correção de eletrólitos, oxigenoterapia, controle da pressão arterial e manejo da dor. Para o médico, esse modelo reduz o intervalo entre a geração de evidência e a mudança de conduta clínica.
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Surto já soma quase 440 mortes na República Democrática do Congo
Desde o início do surto, mais de 1.400 pessoas foram diagnosticadas com a doença do vírus Bundibugyo na República Democrática do Congo. Quase 210 pacientes se recuperaram e cerca de 440 morreram, total que reforça a urgência por opções terapêuticas eficazes.
A execução conta com o Ministério da Saúde da RD Congo, a organização ALIMA e equipes do Médicos Sem Fronteiras. Um comitê independente revisa periodicamente os dados de segurança do estudo.
O PARTNERS foi projetado como plataforma para operar em múltiplos surtos futuros. O modelo deve gerar evidências também para outras formas de Ebola e para a doença do vírus Marburg.
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Este conteúdo foi elaborado com auxílio de inteligência artificial com supervisão e revisão da Equipe Afya.
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