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Saúde31 julho 2026

OMS alerta que mundo ainda está distante de eliminar HIV, hepatites virais e ISTs

Relatório destaca redução das infecções por HIV e avanço do tratamento, mas aponta cortes no financiamento e aumento das mortes por hepatites

O mundo avançou no enfrentamento do HIV, das hepatites virais e das infecções sexualmente transmissíveis (ISTs), mas ainda está longe de cumprir a meta de eliminar essas doenças como ameaças à saúde pública até 2030. A conclusão é de um novo relatório da Organização Mundial da Saúde, divulgado durante a 26ª Conferência Internacional sobre Aids e às vésperas do Dia Mundial das Hepatites.

O documento mostra que, desde 2010, as novas infecções por HIV caíram 42% e as mortes relacionadas à aids diminuíram 57%. Em 2025, cerca de 32 milhões de pessoas viviam em tratamento com terapia antirretroviral, refletindo a expansão do acesso ao diagnóstico e ao cuidado em diversos países.

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OMS alerta que mundo ainda está distante de eliminar HIV, hepatites virais e ISTs

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Avanços convivem com desafios persistentes

O relatório também aponta redução de 32% nas infecções anuais por hepatites virais desde 2015, impulsionada pelo aumento da vacinação infantil contra hepatite B, cuja cobertura global atingiu 84% em 2024. Entre os destaques positivos, a OMS cita o Brasil, que alcançou em 2025 a eliminação da transmissão vertical do HIV como problema de saúde pública.

Nos países lusófonos, Brasil e Portugal ampliaram o acesso ao tratamento antirretroviral, enquanto Angola, Moçambique, Guiné-Bissau e Cabo Verde ainda concentram esforços na ampliação da vacinação contra hepatite B, na redução da transmissão vertical do HIV e da sífilis e no fortalecimento da vigilância epidemiológica.

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Cortes de recursos preocupam a OMS

Apesar dos avanços, a organização alerta que a redução do financiamento internacional ameaça comprometer décadas de progresso. Em 2025, programas de prevenção e testagem sofreram impacto em diversos países, enquanto as mortes relacionadas à hepatite B aumentaram 17% desde 2015, alcançando 1,1 milhão de óbitos em 2024.

O relatório também chama atenção para o crescimento das ISTs e para o aumento da resistência antimicrobiana da gonorreia, especialmente à ceftriaxona.

Para acelerar o progresso até 2030, a OMS defende a integração dos serviços de HIV, hepatites e ISTs à atenção primária, além da incorporação de novas tecnologias, como o lenacapavir para prevenção do HIV e a profilaxia pós-exposição com doxiciclina (doxy-PEP). Segundo a entidade, manter investimentos e ampliar o acesso às inovações será decisivo para alcançar as metas globais.

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Autoria

Foto de Roberta Santiago

Roberta Santiago

Roberta Santiago é jornalista desde 2010 e estudante de Nutrição. Com mais de uma década de experiência na área digital, é especialista em gestão de conteúdo e contribui para o Portal trazendo novidades da área da Saúde.

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