A Agência Nacional de Vigilância Sanitária aprovou o registro de uma nova opção terapêutica para o tratamento da mielofibrose, um tipo raro de câncer hematológico que compromete o funcionamento da medula óssea. A autorização foi publicada no Diário Oficial da União (DOU) desta segunda-feira (8).
O medicamento é indicado para pacientes adultos com mielofibrose primária ou secundária de risco intermediário ou alto que apresentam contagem de plaquetas inferior a 50 × 10⁹/L, grupo que costuma enfrentar limitações terapêuticas devido ao maior risco de complicações hemorrágicas.
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O que é a mielofibrose?
A mielofibrose é uma neoplasia hematológica caracterizada pela substituição progressiva da medula óssea por tecido fibroso. Esse processo prejudica a produção normal das células sanguíneas, podendo causar anemia, fadiga intensa, perda de peso, suores noturnos e aumento significativo do baço.
A doença pode surgir de forma primária ou como evolução de outras neoplasias mieloproliferativas, como policitemia vera e trombocitemia essencial. Em casos mais avançados, a condição pode impactar de forma importante a qualidade de vida e aumentar o risco de complicações graves.
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Como atua o novo tratamento
O medicamento aprovado, comercializado com o nome de Vonjo®, deve ser administrado por via oral duas vezes ao dia. O fármaco atua por meio do bloqueio de enzimas envolvidas nos mecanismos que favorecem a proliferação anormal das células sanguíneas e os processos inflamatórios associados à doença.
Esse mecanismo tem como objetivo controlar manifestações clínicas da mielofibrose, reduzir a progressão dos sintomas e oferecer uma alternativa terapêutica para pacientes com baixa contagem de plaquetas, população frequentemente sub-representada nos estudos clínicos e com opções limitadas de tratamento.
Ampliação do arsenal terapêutico
A aprovação representa mais uma alternativa para o manejo de uma doença rara e complexa, especialmente em pacientes com formas mais avançadas da enfermidade. A disponibilidade de novas terapias amplia as possibilidades de individualização do tratamento e reforça os avanços recentes observados na área da onco-hematologia.
Autoria

Roberta Santiago
Roberta Santiago é jornalista desde 2010 e estudante de Nutrição. Com mais de uma década de experiência na área digital, é especialista em gestão de conteúdo e contribui para o Portal trazendo novidades da área da Saúde.
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