O número de casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) associados ao vírus sincicial respiratório (VSR) começou a diminuir em boa parte do Brasil, segundo a nova edição do Boletim InfoGripe, divulgada pela Fiocruz. Apesar da tendência de queda, os pesquisadores alertam que o VSR ainda circula em níveis elevados em diversos estados. A análise corresponde à Semana Epidemiológica 27, entre 5 e 11 de julho.
No cenário nacional, o boletim identifica redução dos casos de SRAG tanto nas tendências de longo prazo (últimas seis semanas) quanto de curto prazo (últimas três semanas). Entre as crianças de até 4 anos, a queda das hospitalizações é explicada principalmente pela diminuição das infecções por VSR. Já entre jovens, adultos e idosos, a redução está relacionada, sobretudo, à menor circulação da influenza A.
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VSR ainda preocupa em parte do país
Embora o avanço do vírus tenha perdido força em várias regiões, o InfoGripe destaca que os casos graves por VSR continuam elevados em muitos estados. O crescimento das internações permanece na Região Sul (Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul), além de Minas Gerais e Maranhão.
Outros estados, como Alagoas, Ceará, Distrito Federal, Espírito Santo, Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Pará, Paraíba, Rio de Janeiro, Roraima, São Paulo e Sergipe, apresentam incidência elevada, mesmo com sinais de estabilização ou início de queda.
O boletim também aponta um leve aumento das hospitalizações por covid-19 no Amazonas, embora ainda em baixa intensidade.
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Influenza segue em queda, mas exige atenção
A sazonalidade da influenza A já terminou em grande parte do país, porém os casos graves permanecem elevados em Minas Gerais, Paraná e Roraima. Já a influenza B ainda apresenta crescimento em alguns estados do Centro-Sul, especialmente Distrito Federal, Minas Gerais, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul e Santa Catarina.
Em 2026, o Brasil já notificou 115.203 casos de SRAG. Desse total, 60.200 tiveram confirmação laboratorial para vírus respiratórios. Os especialistas reforçam que a vacinação, a higiene das mãos, a etiqueta respiratória, o uso de máscara quando houver sintomas e o isolamento de pessoas com síndrome gripal continuam sendo as principais medidas para reduzir a transmissão e proteger os grupos mais vulneráveis.
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