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Saúde18 junho 2026

Casos de SRAG aumentam entre jovens, adultos e idosos

Infecções por VSR e Influenza A e B continuam a pressionar os números de casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG)
Por Redação Afya

Utilizando dados inseridos no SIVEP-Gripe até o dia 13/06/2026, o Boletim Infogripe mostrou que, no cenário nacional, os casos de SRAG apresentam sinal de aumento na tendência de longo prazo (últimas 6 semanas), impulsionado pelo aumento das hospitalizações por VSR nas crianças pequenas, e das hospitalizações por influenza na população de jovens, adultos e idosos.

Das 27 unidades federativas, 14 apresentam incidência de SRAG em nível de alerta, risco ou alto risco (últimas duas semanas) com sinal de crescimento na tendência de longo prazo (últimas 6 semanas) até a semana epidemiológica 23 (de 07/06 a 13/06): AC, AL, AP, GO, MA, MS, MG, PR, PA, RS, RJ, RR, SC e SP.

Contudo, 9 UFs (AM, BA, CE, DF, ES, MT, PB, RN e SE) apesar de também apresentarem incidência de SRAG em níveis de alerta, risco ou alto risco, estão sem sinal de crescimento na tendência de longo prazo.

Ceará e Pará estão apresentando um crescimento nos casos de SRAG relacionados à covid-19 mesmo com casos desse tipo estando em baixa pelo país.

Casos de SRAG aumentam entre jovens, adultos e idosos

Imagem de DcStudio/freepik

Síndrome Respiratória Aguda Grave pelas capitais

Das 27 capitais, 11 apresentam incidência de SRAG em níveis de alerta, risco ou alto risco (últimas duas semanas), com sinal de crescimento na tendência de longo prazo (últimas seis semanas): Belém (PA), Belo Horizonte (MG), Boa Vista (RR), Campo Grande (MS), Curitiba (PR), Florianópolis (SC), Macapá (AP), Porto Alegre (RS), Rio Branco (AC), São Luís (MA) e Vitória (ES).

Leia também: Anvisa aprova novo medicamento para vírus sincicial respiratório (VSR)

Últimas semanas epidemiológicas

Nas últimas quatro semanas, a prevalência entre os casos positivos para infecção viral foi de: 51,4% de vírus sincicial respiratório (VSR), 23,9% de Rinovírus, 19,1% de Influenza A, 7,1% de Influenza B e 2,2% de SARS-CoV-2. Já em relação aos óbitos, a influenza A continua com o maior impacto, 43,7%, seguida pelos óbitos ligados a infecção por rinovírus, 20,4%, e o VSR, que esteve ligado a 16,9% dos óbitos, Influenza B com 10,5% e Sars-CoV-2 (covid-19), 7,2%, fecham os dados conectados a infecções virais.

O boletim ressalta que os dados para semanas recentes estão sujeitos a alterações em atualizações seguintes por conta do fluxo de notificação de casos e inserção do resultado laboratorial associado.

Veja mais: VSR em idosos: riscos, sintomas e quando tomar a vacina

SRAG em 2026

Considerando os dados para todo ano de 2026, foram notificados 89.725 casos de SRAG. Desses, 44.485 tiveram resultado laboratorial positivo para algum vírus respiratório e 7.740 ainda aguardam resultado. Dentre os casos positivos do ano:

  • 35% de vírus sincicial respiratório (VSR);
  • 31,8% de Rinovírus;
  • 23,6% de Influenza A;
  • 5,4% de SARS-CoV-2 (covid-19);
  • 3,5% de Influenza B.

Foram notificados 3.842 óbitos devido a SRAG em 2026, 1.772 (46,1%) com resultado laboratorial positivo para algum vírus respiratório:

  • 41,7% de Influenza A;
  • 20,4% de Rinovírus;
  • 20,1% de SARS-CoV-2 (covid-19);
  • 9,6% de vírus sincicial respiratório (VSR);
  • 5,8% de Influenza B.

Autoria

Foto de Redação Afya

Redação Afya

Equipe de Jornalistas da Afya.

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