Autoridades sanitárias confirmaram que os casos de hantavírus registrados a bordo do navio de cruzeiro MV Hondius envolvem a cepa andina, a única conhecida com potencial de transmissão entre humanos. A informação foi divulgada pelo Ministério da Saúde da África do Sul, após análise de um paciente removido da embarcação.
O navio, que transporta 88 passageiros e 59 tripulantes de 23 nacionalidades, já registra três mortes associadas à infecção, segundo a Organização Mundial da Saúde.
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Casos confirmados e resposta internacional
Além dos registros na África do Sul, um passageiro foi diagnosticado na Suíça e está internado em Zurique. O caso foi confirmado por laboratório de referência, que identificou a variante andina do vírus. O paciente foi isolado, e contatos próximos estão sendo monitorados.
Cabo Verde iniciou a evacuação de pessoas infectadas para atendimento especializado, enquanto autoridades da Espanha decidiram impedir o atracamento do navio nas Ilhas Canárias como medida preventiva.
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Variante rara do hantavírus com transmissão entre humanos
Diferentemente de outros hantavírus, normalmente transmitidos por contato com excreções de roedores, a cepa andina pode, em situações específicas, ser transmitida entre pessoas. Esse tipo de transmissão, no entanto, é considerado raro e geralmente ocorre em contatos próximos e prolongados.
Especialistas destacam que, apesar da maior atenção, o risco de disseminação ampla permanece baixo quando medidas de isolamento são adotadas rapidamente.
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Origem do surto e percurso do navio
A embarcação partiu de Ushuaia, no sul da Argentina, no início de abril, após viagem pela América do Sul. O vírus andino é endêmico em regiões do continente, o que reforça a hipótese de exposição durante o trajeto.
O navio permanece sob monitoramento, com autoridades internacionais acompanhando a evolução dos casos e adotando medidas para evitar novos contágios.
Monitoramento e controle
A OMS e autoridades nacionais seguem investigando possíveis cadeias de transmissão e reforçando protocolos de vigilância. A identificação precoce da cepa foi considerada crucial para orientar ações de controle e reduzir riscos à saúde pública.
Autoria

Roberta Santiago
Roberta Santiago é jornalista desde 2010 e estudante de Nutrição. Com mais de uma década de experiência na área digital, é especialista em gestão de conteúdo e contribui para o Portal trazendo novidades da área da Saúde.
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