Um estudo brasileiro publicado na revista BMJ Open identificou a incapacidade funcional como o fator mais fortemente associado à pior qualidade de vida de pessoas com artrite reumatoide. A análise incluiu 1.079 pacientes acompanhados em 11 centros públicos especializados e avaliou os componentes físico e mental do bem-estar.
Publicada em julho de 2026, a pesquisa utilizou dados coletados entre agosto de 2015 e abril de 2016, no projeto multicêntrico REAL. A idade média foi de 57 anos, e 89,4% dos participantes eram mulheres. Não houve restrição quanto à fase da doença ou ao tratamento utilizado.
Incapacidade funcional apresenta a associação mais forte
A qualidade de vida foi avaliada pelo questionário SF-12, enquanto a capacidade funcional foi medida pelo HAQ-DI. Nos modelos estatísticos ajustados, maiores limitações para realizar atividades cotidianas apresentaram a associação mais forte com piores escores físicos e mentais.
Na dimensão física, também permaneceram associados a piores resultados a identificação como pessoa não branca e a ausência de atividade física regular. O estudo definiu essa prática como atividade realizada pelo menos três vezes por semana.
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Quais fatores afetam a qualidade de vida mental?
Na dimensão mental, os pesquisadores identificaram associações independentes com fibromialgia, maior intensidade de dor articular, sexo feminino e tabagismo atual, além da incapacidade funcional. A fibromialgia estava presente em 13,8% dos participantes.
Após os ajustes, os indicadores de atividade da doença não mantiveram associação independente com os escores físicos ou mentais. Isso não significa que controlar a inflamação seja dispensável, mas indica que esses indicadores isolados não descrevem toda a experiência dos pacientes.
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Resultados orientam avaliação funcional no consultório
Os autores destacam a importância de preservar a funcionalidade, avaliar a dor e considerar reabilitação, terapia ocupacional e adaptações nas atividades diárias. A abordagem multidisciplinar pode ajudar a atender necessidades que vão além da atividade inflamatória.
Como a análise foi transversal, não é possível estabelecer relações de causa e efeito. A inclusão apenas de serviços públicos terciários também limita a extrapolação dos resultados para a atenção primária e a rede privada.
Este conteúdo foi elaborado com auxílio de inteligência artificial com supervisão e revisão da Equipe Afya.
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