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Saúde22 maio 2024

Estudo analisa tratamentos para leishmaniose disseminada e cutânea 

Artigo publicado na Emerging Infectious Diseases avaliou os desfechos dos tratamentos de pacientes com leishmaniose disseminada e cutânea

Estudo buscou determinar a relação entre a resposta do sistema imune e resultados terapêuticos e clínicos do tratamento para infecção por Leishmania braziliensis em dois grupos de pacientes, 101 com leishmaniose disseminada e 101 leishmaniose cutânea diagnosticados entre 2016 e 2020 na Bahia. 

Estudo analisa tratamentos para leishmaniose disseminada e cutânea 

Método 

Foram avaliadas as presenças de citocinas e quimiocinas em sobrenadantes de células mononucleares, após estímulo por antígeno de leishmania. O objetivo primário foi determinar se o número de lesões influenciava o desfecho clínico e a resposta à terapia. 

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Os pacientes com leishmaniose cutânea foram tratados com antimoniato de meglumina por 20 dias e aqueles com leishmaniose disseminada por 30 dias. Entre esses últimos pacientes, 19 foram tratados com anfotericina B, miltefosina ou miltefosina e antimoniato de meglumina. 

Achados: tratamento leishmaniose disseminada e cutânea 

A menor taxa de cura obtida foi em pacientes com leishmaniose disseminada que apresentavam mais de 100 lesões, apenas 22%, a taxa aumentava para 56% em pacientes com menos de 40 lesões e para 65% naqueles com menos de 20. Para os autores, isso demonstrou a relação inversamente proporcional entre a taxa de cura e o número de lesões. Além disso, pacientes com uma maior quantidade de lesões demoraram levaram mais tempo para a cura.  

Contudo, a taxa de cura tanto para leishmaniose disseminada quanto para leishmaniose cutânea tratadas apenas com antimoniato de meglumina foi baixa, 40% e 60% respectivamente. Enquanto o tratamento com antimoniato de meglumina e miltefosina curou todos os pacientes com leishmaniose disseminada. 

De acordo com os pesquisadores, embora sejam necessários mais testes em um maior número de pacientes, os resultados encontrados dão base para utilização de poliquimioterapia como terapia de primeira linha na doença. 

Saiba mais: OFID realiza estudo com perfil e diagnóstico de leishmaniose cutânea recorrente

*Este artigo foi revisado pela equipe médica do Portal Afya. 

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Referências bibliográficas

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