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Saúde27 abril 2026

DPOC não controlada: Anvisa aprova uso de biológico para reduzir exacerbações

Medicamento mepolizumabe passa a ser opção complementar para DPOC em pacientes com inflamação eosinofílica persistente

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária aprovou uma nova indicação terapêutica para o medicamento biológico Nucala® (mepolizumabe), que agora poderá ser utilizado como tratamento de manutenção adicional em adultos com doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC) não controlada. A decisão foi publicada no Diário Oficial da União.

A ampliação do uso do fármaco representa uma nova alternativa para pacientes que não apresentam resposta adequada às terapias convencionais.

Saiba mais: Manejo das exacerbações de Asma e DPOC em adultos na UTI

Indicação e forma de uso

O mepolizumabe é indicado para pacientes com níveis elevados de eosinófilos no sangue, perfil associado a processos inflamatórios específicos da DPOC. O medicamento deve ser utilizado em conjunto com o tratamento padrão, que inclui corticoides inalatórios e broncodilatadores de longa duração (LABA/LAMA).

A terapia não é indicada para o tratamento de crises agudas da doença e requer prescrição e acompanhamento médico especializado.

Leia ainda: Asma grave: aprovado mepolizumab para crianças a partir de 6 anos

Histórico e outras indicações

O Nucala® já era aprovado para o tratamento de outras condições inflamatórias mediadas por eosinófilos, como asma eosinofílica grave, granulomatose eosinofílica com poliangeíte, síndrome hipereosinofílica e rinossinusite crônica com pólipos nasais.

Com a nova indicação, o medicamento amplia seu uso para um grupo específico de pacientes com DPOC, reforçando o papel da medicina personalizada no manejo de doenças respiratórias.

DPOC não controlada: Anvisa aprova uso de biológico para reduzir exacerbações

DPOC: doença crônica e de alto impacto

A DPOC é uma condição respiratória crônica e progressiva, caracterizada pela limitação do fluxo de ar e por inflamação persistente das vias aéreas. Estima-se que a doença afete cerca de 480 milhões de pessoas no mundo.

Além de dificultar a respiração, a DPOC está associada a exacerbações frequentes, aumento do risco de hospitalizações e maior mortalidade.

A incorporação de novas opções terapêuticas pode contribuir para melhorar o controle da doença e a qualidade de vida dos pacientes, especialmente nos casos mais complexos.

Leia também: Alterações retinianas em pacientes com DPOC: o que revela a OCT?

*Este artigo foi revisado pela equipe médica do Portal Afya.

Autoria

Foto de Roberta Santiago

Roberta Santiago

Roberta Santiago é jornalista desde 2010 e estudante de Nutrição. Com mais de uma década de experiência na área digital, é especialista em gestão de conteúdo e contribui para o Portal trazendo novidades da área da Saúde.

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