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Saúde30 março 2026

Cobertura vacinal contra HPV ainda é insuficiente entre adolescentes no Brasil

Pesquisa aponta falhas de informação e acesso, enquanto SUS amplia estratégias de imunização.

Apesar de contar com vacina gratuita e eficaz, a proteção contra o papilomavírus humano (HPV) ainda não alcança todos os adolescentes brasileiros. Dados da Pesquisa Nacional de Saúde do Escolar (PeNSE), divulgada pelo IBGE, mostram que apenas 54,9% dos estudantes entre 13 e 17 anos afirmam ter sido vacinados. 

O HPV está associado a quase 100% dos casos de  câncer do colo do útero, além de tumores de ânus, pênis, boca e garganta. Por isso, a imunização precoce (indicada para meninas e meninos de 9 a 14 anos) é considerada a principal estratégia de prevenção. 

Saiba mais: Teste de DNA para HPV detecta até seis vezes mais infecções que Papanicolau 

Desinformação e acesso ainda são barreiras 

A pesquisa revela que 10,4% dos adolescentes não foram vacinados e 34,6% não sabem se receberam a dose. Isso representa cerca de 1,3 milhão de jovens desprotegidos e outros milhões potencialmente vulneráveis. 

Entre os não vacinados, metade afirmou não saber que precisava tomar a vacina, evidenciando o impacto da falta de informação. Outros fatores incluem resistência familiar, desconhecimento sobre a função do imunizante e dificuldades de acesso aos serviços de saúde. 

Os dados também mostram desigualdades: estudantes da rede pública apresentam maior proporção de não vacinados, enquanto na rede privada há maior influência da recusa dos pais. Além disso, a cobertura caiu em relação a 2019, com redução mais acentuada entre meninas. 

Outro ponto de atenção é o início precoce da vida sexual: cerca de 30% dos adolescentes já relataram atividade sexual, o que reforça a importância da vacinação antes da exposição ao vírus. 

Leia aindaO rastreio do câncer de colo uterino: passado, presente e futuro 

Estratégias para ampliar a cobertura 

Diante desse cenário, o Ministério da Saúde tem intensificado ações para recuperar a cobertura vacinal. Dados mais recentes indicam melhora, com índices de 86% entre meninas e 74,4% entre meninos em 2025. 

Desde 2024, a vacina passou a ser aplicada em dose única, facilitando a adesão. Além disso, uma estratégia de resgate vacinal busca imunizar jovens de 15 a 19 anos que perderam a oportunidade na idade recomendada. 

A ampliação da vacinação em escolas tem sido apontada como uma medida-chave para enfrentar barreiras de acesso e informação. Especialistas destacam que integrar saúde e educação pode ser decisivo para ampliar a proteção e reduzir o risco de cânceres associados ao HPV no futuro. 

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Autoria

Foto de Roberta Santiago

Roberta Santiago

Roberta Santiago é jornalista desde 2010 e estudante de Nutrição. Com mais de uma década de experiência na área digital, é especialista em gestão de conteúdo e contribui para o Portal trazendo novidades da área da Saúde.

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