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Saúde12 janeiro 2026

Casos de SRAG entram em trajetória de queda na maior parte do país

Boletim da Fiocruz indica redução sustentada das internações por síndrome respiratória grave (SRAG) no final de 2025 e começo de 2026

O número de casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) apresenta sinais consistentes de queda em quase todo o Brasil, segundo a primeira edição de 2026 do Boletim InfoGripe, divulgada pela Fiocruz. A análise, referente à Semana Epidemiológica 53 (entre 28 de dezembro de 2025 e 3 de janeiro de 2026) aponta redução tanto nas tendências de curto quanto de longo prazo, sem indicação de incidência em níveis de alerta, risco ou alto risco na maioria dos estados e capitais do país.

A única exceção é Rondônia, que permanece em nível de alerta. Ainda assim, o boletim destaca que o estado não apresenta sinal de crescimento sustentado na tendência de longo prazo. O InfoGripe é uma estratégia do Sistema Único de Saúde (SUS) voltada ao monitoramento contínuo dos casos de SRAG e funciona como ferramenta de apoio às vigilâncias em saúde para orientar ações de prevenção, preparação e resposta a eventos de interesse em saúde pública.

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Dados consolidados dos casos de SRAG

Apesar do cenário nacional mais favorável, o boletim chama atenção para movimentos regionais específicos. As hospitalizações por influenza A seguem em aumento em alguns estados das regiões Norte, Centro-Oeste e Nordeste, como Amazonas, Acre, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Ceará, Pernambuco e Sergipe. Também foi observado um sinal de retomada do crescimento das internações por vírus sincicial respiratório (VSR) em Sergipe, embora sem impacto significativo no total de hospitalizações por SRAG no estado.

Nas quatro últimas semanas analisadas, entre os casos positivos de SRAG, 38,6% foram associados ao rinovírus, 21,9% à influenza A, 13,9% ao Sars-CoV-2, 5,6% ao VSR e 2,3% à influenza B. Entre os óbitos confirmados no mesmo período, a maior proporção esteve relacionada à covid-19 (34,8%), seguida por influenza A (28%) e rinovírus (25,8%).

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A distribuição por faixa etária mantém o padrão já observado ao longo do ano: a incidência de SRAG é maior entre crianças pequenas, enquanto a mortalidade se concentra principalmente entre os idosos. Em 2025, foram notificados 13.678 óbitos por SRAG no país, dos quais pouco mais da metade teve confirmação laboratorial para algum vírus respiratório. Segundo o boletim, os dados mais recentes ainda estão sujeitos a revisões, à medida que novas notificações e resultados laboratoriais sejam incorporados aos sistemas de vigilância.

*Este artigo foi revisado pela equipe médica do Portal Afya.

Autoria

Foto de Roberta Santiago

Roberta Santiago

Roberta Santiago é jornalista desde 2010 e estudante de Nutrição. Com mais de uma década de experiência na área digital, é especialista em gestão de conteúdo e contribui para o Portal trazendo novidades da área da Saúde.

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