O Conselho Federal de Medicina publicou a Resolução nº 2.457/2026 autorizando o uso de duas novas terapias focais para o tratamento do câncer de próstata: o ultrassom focado de alta intensidade (HIFU) e a crioablação. A norma regulamenta a indicação e a execução dos procedimentos em pacientes com perfis específicos da doença.
As terapias focais atuam por meio da destruição localizada das áreas acometidas pelo tumor, preservando estruturas vizinhas da próstata. Segundo o CFM, a proposta é oferecer uma alternativa menos invasiva, com menor impacto sobre funções urinárias e sexuais quando comparada a tratamentos mais agressivos.
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Procedimentos serão indicados apenas para casos específicos
De acordo com a resolução, os procedimentos poderão ser indicados para pacientes com câncer de próstata de risco intermediário favorável, unifocal e unilateral, desde que não haja divergência entre os exames de imagem e o resultado anatomopatológico.
A norma proíbe o uso dessas terapias em pacientes com tumores classificados como de risco intermediário desfavorável, alto ou muito alto.
O texto também prevê indicação em casos de tratamento de resgate após falha de radioterapia externa ou braquiterapia. Em situações excepcionais, a técnica poderá ser considerada para pacientes de baixo risco com lesões volumosas ou baixa adesão à vigilância ativa.
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Menor invasividade é o principal diferencial
Segundo o relator da resolução, a terapia focal não substitui o tratamento padrão-ouro do câncer de próstata, mas pode trazer benefícios relevantes em pacientes selecionados. O objetivo é controlar ou até eliminar o tumor reduzindo efeitos colaterais frequentemente associados às abordagens convencionais.
Resolução define protocolo de seguimento
O acompanhamento após o procedimento também foi detalhado pela norma. Os pacientes deverão realizar dosagem de PSA trimestralmente durante o primeiro ano, semestralmente nos dois anos seguintes e, posteriormente, de forma anual.
Além disso, o CFM recomenda ressonância magnética multiparamétrica anual e biópsia prostática entre seis e doze meses após o tratamento para avaliação da resposta terapêutica.
Outras modalidades de terapia focal, como ablação a laser, eletroporação irreversível e terapia fotodinâmica, seguem classificadas como experimentais ou investigacionais.
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Autoria

Roberta Santiago
Roberta Santiago é jornalista desde 2010 e estudante de Nutrição. Com mais de uma década de experiência na área digital, é especialista em gestão de conteúdo e contribui para o Portal trazendo novidades da área da Saúde.
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