Disponível na rede pública desde dezembro, a vacina contra o Vírus Sincicial Respiratório (VSR), principal causador de bronquiolite em crianças, aplicada ainda na gestação, reduziu em mais da metade os casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) em bebês menores de 6 meses segundo dados do Ministério da Saúde apresentados durante a 7ª Reunião Ordinária da Comissão Intergestores Tripartite (CIT) do SUS.
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Impacto da vacinação na proteção contra o VSR
Comparando os primeiros seis meses de 2026 com o mesmo período de 2025, o governo constatou uma queda de 14.061 para 6.674 casos graves de SRAG relacionados com VSR, também foi observada uma redução, não tão expressiva, em outras faixas etárias infantis com variação entre 8% e 13%.
Para pasta ministerial, os resultados obtidos e o impacto da vacinação materna reforçam a importância da adesão de todas as gestantes à vacinação. Até o momento foram aplicadas 1,2 milhão de doses da vacina.
Ainda de acordo com o Ministério da Saúde, um estudo em andamento estimou que a vacinação preveniu por volta de 6,8 mil casos graves entre crianças menores de 6 meses e que a introdução da vacina também foi responsável pela diminuição do percentual de crianças de até 4 anos durante hospitalizadas durante de maior circulação do VSR.
No SUS, a vacina é indicada para gestantes a partir da 28ª semana de gestação. Atualmente, não há uma vacina contra o VSR indicada diretamente para bebês, mas há o tratamento com anticorpos monoclonais, que ajudam a proteger contra formas graves da infecção, como o palivizumabe e o nirsevimabe.
No setor privado a indicação de bula é para adultos a partir de 18 anos, incluindo idosos e pessoas com comorbidades.
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Vírus Sincicial Respiratório
Altamente contagioso, o Vírus Sincicial Respiratório (VSR) é um vírus comum que causa infecções respiratórias em pessoas de todas as idades, com maior impacto em bebês, idosos e pessoas com condições de saúde que comprometem o sistema imunológico.
De natureza sazonal, o VSR pode causar desde sintomas leves até quadros respiratórios graves, como a síndrome respiratória aguda grave (SRAG).
O último Boletim Infogripe da Fiocruz, que monitora os casos de SRAG pelo país, apontou que o VSR foi responsável por 55,9% dos casos de síndrome respiratória aguda grave no Brasil nas últimas quatro semanas.
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