Brasil não terá permissão para produzir versão genérica da vacina contra o HIV
A Gilead Sciences anunciou um plano para permitir que seis empresas farmacêuticas genéricas produzam e vendam o lenacapavir, uma injeção semestral que protege contra o HIV, a preços mais baixos.
A vacina será acessível em 120 países, incluindo os da África Subsaariana, onde as taxas de HIV são mais altas. O Brasil, no entanto, assim como outros países de renda média, ficou de fora do acordo. A decisão significa que o país terá de pagar valores mais altos pelo medicamento.
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Especialistas destacam que essa exclusão reflete uma crescente desigualdade no acesso à saúde. Enquanto países pobres terão acesso facilitado ao genérico, nações de renda média, onde vivem milhões de pessoas vulneráveis ao HIV, não terão a mesma oportunidade.
No Brasil, onde 25% da população vive abaixo da linha da pobreza, o impacto é ainda mais significativo. A única solução poderia ser a produção local por meio de uma licença compulsória, o que levaria tempo.
Essa exclusão gera preocupações, já que o lenacapavir tem mostrado eficácia impressionante, com ensaios clínicos comprovando 100% de sucesso na prevenção do HIV. O Brasil participou desses ensaios, mas ainda assim ficou de fora do acesso aos genéricos.
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