O Ministério da Saúde entregou na última terça-feira (28/07) o dossiê que embasa o pedido de certificação pela eliminação da transmissão vertical da hepatite B. O documento foi enviado à OPAS e à OMS e reúne indicadores mantidos dentro das metas internacionais por dois anos consecutivos, com base no monitoramento do SUS.
O principal indicador é a prevalência de infecção ativa em crianças de até 5 anos, medida pelo exame HBsAg. Em 2025, esse índice foi de 0,0111%, abaixo do limite de 0,1% estabelecido pela OPAS/OMS. Esse resultado atende ao critério que caracteriza a eliminação da transmissão vertical como problema de saúde pública.
A cobertura de pré-natal ultrapassou 98% das gestantes, acima do mínimo de 95%, ampliando o diagnóstico precoce. A vacinação ao nascer atingiu 100% em 2025, acima do piso de 90%. A pentavalente chegou a 90,4% na 3ª dose, aumentando a proteção na infância.
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Boletim epidemiológico de hepatites virais mostra queda de óbitos
O Boletim Epidemiológico de Hepatites Virais 2026 mostrou queda de casos e mortes na última década. Entre 2015 e 2025, os registros de hepatite B caíram 25,5% e os óbitos recuaram 31,9%, refletindo maior acesso ao tratamento continuado. Os casos de hepatite C caíram 34%, e os óbitos, 61,5%, resultado da terapia curativa.
Após a entrega do dossiê, o pedido segue para avaliação da OPAS e revisão externa. Essas etapas antecedem o reconhecimento da eliminação da transmissão vertical da hepatite B e a análise pelo Comitê Global de Validação da OMS.
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Este conteúdo foi elaborado com auxílio de inteligência artificial com supervisão e revisão da Equipe Afya.
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