O Brasil alcançou 96% de diagnóstico de pessoas vivendo com HIV, cumprindo a segunda das três metas da ONU para eliminar a aids como problema de saúde pública (95% das pessoas vivendo com HIV diagnosticadas; 95% dessas pessoas em tratamento antirretroviral; e, dessas em tratamento, ter 95% em supressão viral).
De acordo com o Ministério da Saúde, em 2023, o país avançou seis pontos percentuais em relação ao ano anterior e já havia atingido a meta de 95% de pessoas com carga viral controlada. As conquistas foram impulsionadas pela ampliação da oferta de PrEP, que exige testagem prévia.
Atualmente, 82% das pessoas diagnosticadas no país estão em tratamento antirretroviral. A pasta agora foca na retomada de tratamentos interrompidos e na ampliação do acesso a terapias antirretrovirais. A pasta também lançou uma a nova campanha de conscientização “HIV. É sobre viver, conviver e respeitar” que busca trabalhar contra a desinformação sobre a doença, apresentando fatos sobre tratamento, prevenção e transmissão.
Durante o evento de divulgação desses resultados, o governo também apresentou o plano “Diretrizes para a eliminação da aids e a transmissão do HIV como problemas de saúde no Brasil” com estratégias para até 2027 alcançar as seguintes metas:
- 142% de aumento no número de usuários(as) em PrEP no país;
- Redução de 40% na proporção de pessoas com diagnóstico tardio;
- 95% das pessoas diagnosticadas com tuberculose testadas para HIV;
- Redução de 50% na mortalidade por aids no país;
- Aumentar para 95% a proporção de pessoas vivendo com HIV ou aids diagnosticadas em Tarv;
- 95% de gestantes realizando, no mínimo, um teste de diagnóstico para HIV durante o pré-natal;
- 95% de crianças expostas ao HIV em profilaxia para prevenção da transmissão vertical.
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Aumento em idosos
Dados da Saúde mostram ainda que, entre 2011 e 2021, casos de HIV em idosos quadruplicaram. A ausência de campanhas de prevenção direcionadas a esse público, uma maior vulnerabilidade devido a múltiplas doenças, uso de medicamentos e alterações imunológicas, além da baixa adesão ao uso de preservativos nessa faixa etária, são apontados como os maiores fatores para o aumento expressivo dos números.
Transmissão vertical de HIV
O Brasil busca a certificação da OPAS/OMS como país livre da transmissão vertical de HIV até 2025, alinhando-se às metas globais de saúde pública. Em 2024, o Ministério da Saúde certificou 60 municípios e três estados pela eliminação ou boas práticas na transmissão vertical de HIV, sífilis e hepatite B, totalizando 258 certificações municipais e 10 estaduais.
O país avança na agenda Brasil Saudável, que visa eliminar 14 doenças até 2030, com foco em populações vulneráveis. Além disso, atualizou o guia de certificação para incluir novos indicadores e doenças como HTLV e doença de Chagas.
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