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Saúde26 agosto 2026

Asma: intervenção comportamental gerou os mesmos resultados de treino forçado

Estudo avaliou as duas abordagens na melhoria de qualidade de vida e alívio dos sintomas respiratórios e mentais relacionados com asma 

Afetando até 29% da população em diferentes países, a asma é a segunda doença respiratória crônica mais comum do mundo, pessoas com asma de moderada a grave frequentemente apresentam efeitos sistêmicos, como redução da capacidade de exercício e inatividade física, que estão associados a um controle clínico inadequado da asma. 

Treinamento aeróbico ou intervenções comportamentais com o objetivo de aumentar a atividade física na vida diária são considerados como instrumentos de melhoria no controle clínico em pessoas com asma, contudo, verificando que as comparações entre esses instrumentos permanecem raras, um estudo liderado por pesquisadores brasileiros e publicado na revista Pulmonology neste ano, buscou comparar os efeitos do treinamento aeróbico versus intervenções comportamentais em pessoas com asma de moderada a grave, no curto e médio prazos. 

Saiba mais: SUS atualiza protocolo de asma e amplia opções de tratamento para casos graves 

Asma: intervenção comportamental gerou os mesmos resultados de treino forçado

Metodologia 

O estudo foi randomizado de dois braços, com avaliação cega e incluiu adultos (entre 18 e 65 anos de ambos os sexos) fisicamente inativos com asma não controlada de moderada a grave. Os participantes foram divididos em dois grupos: um grupo de treinamento aeróbico e outro grupo de intervenção comportamental.  

Para treinamento aeróbico foi realizado exercício em esteira duas vezes por semana em sessões de 45 minutos, e a intensidade foi determinada por meio de teste de exercício cardiopulmonar (TECP). Já a intervenção comportamental foi baseada na teoria social cognitiva (1 vez/semana; 90 min/sessão).  

As avaliações realizadas após a intervenção (curto prazo) e após um acompanhamento de 4 meses (médio prazo) consideraram: controle clínico da asma, qualidade de vida, sintomas de ansiedade e depressão e barreiras para a prática de atividades físicas da vida diária. 

Leia também: Estratégia Global para o Manejo e a Prevenção da Asma (GINA 2026): o que mudou? 

Resultados e conclusão 

De acordo com os autores, os dois tipos de intervenções provocaram aumento na atividade física realizada diariamente, promovendo melhorias similares no controle clínico e gerando resultados clinicamente significantes após a intervenção, que foram mantidos no acompanhamento. Ambos os métodos também promoveram melhorias em questões de sintomas de ansiedade e depressão, com o grupo que passou por intervenção comportamental mostrando uma manutenção ligeiramente maior da melhoria após 16 semanas.  

Para os pesquisadores esses resultados sugerem que a escolha da intervenção deve basear-se nas preferências do paciente e na capacidade do centro de atendimento em oferecer o tratamento.

Autoria

Foto de Augusto Coutinho

Augusto Coutinho

Jornalista e editor de conteúdos de medicina e ciência, especialista em Edição Digital e pós-graduando em Jornalismo de Dados.

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Referências bibliográficas

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