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Saúde8 outubro 2026

Alerta ou risco para Aedes aegypti atinge 49,2% das cidades

Segundo ciclo do levantamento de 2026 aponta recipientes móveis como criadouro mais comum do Aedes aegypti e perfis distintos entre regiões

O Ministério da Saúde divulgou em 7 de outubro de 2026 os resultados do 2º ciclo do Levantamento Rápido de Índices para Aedes aegypti (LIRAa). Na amostragem de maio a agosto, 49,2% de 3.732 municípios do país ficaram em alerta ou risco pelo índice de infestação predial (IIP). O recorte orienta as ações antes do verão e aponta os criadouros predominantes.

O LIRAa e o Levantamento de Índice Amostral (LIA) estimam a proporção de imóveis com larvas. A adesão de 67% dos 5.571 municípios sustenta o panorama nacional.

Retrato do Aedes aegypti

Índice de infestação predial indica risco em 309 municípios

No país, 50,9% dos municípios ficaram na faixa satisfatória, abaixo de 1%, e 40,9% em alerta, entre 1% e 3,9%. Outros 8,3% superaram 3,9%, patamar classificado como faixa de risco, a qual orienta o redirecionamento do combate ao Aedes aegypti.

O Sul teve a maior proporção em risco, 13,3%, e o Nordeste a maior em alerta, 46,2%. Pela nota, esses índices devem guiar o planejamento do controle municipal.

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Quais criadouros predominantes aparecem em cada região?

Vasos, pratos, garrafas e outros depósitos móveis somaram 42,3% dos criadouros e predominaram no Sudeste, Sul e Centro-Oeste. Além disso, seguiram-se os reservatórios de água para consumo, com 26,1%, e pneus e resíduos sólidos, com 23,0%, que pedem abordagens próprias.

No Nordeste, a armazenagem de água somou 60,1% dos focos, e no Norte, pneus e resíduos sólidos, 43,2%. A nota usa essa tipologia para direcionar o controle, com estratégia própria para pneus.

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Nota recomenda controle vetorial intensificado no verão

Conforme a nota, o verão favorece a proliferação do mosquito e o aumento das arboviroses, por isso, recomenda intensificar o controle vetorial, priorizando a eliminação de criadouros. No mesmo sentido, o Ministério da Saúde cita ainda as condições climáticas do El Niño que também contribuem para a propagação do vetor.

Em 1.830 municípios, a vigilância usa ovitrampas, que coletam ovos do mosquito, mas não geram IIP (Índice de Infestação Predial), nem perfil de criadouros, que dependem do LIRAa. Por esse motivo, as diretrizes mantêm o LIRAa nesses locais.

Nesses municípios, a nota exige o 3º LIRAa do ano; além disso, os casos prováveis de dengue caíram cerca de 70% até 26 de setembro, em relação ao mesmo período de 2025. Para o Ministério da Saúde, os índices do LIRAa reforçam a manutenção do controle vetorial do Aedes aegypti. 

Analisando esses dados, Larissa Oenning, médica da Afya, enfatiza que, o médico tem um papel importante não só no diagnóstico e tratamento, mas também na prevenção e nas orientações gerais. Reforçar cuidados simples, como o uso de repelente, roupas que cubram a pele, telas e mosquiteiros e a eliminação de criadouros, ajuda a diminuir o risco de infecção e de transmissão.

Para Larissa, quando a infecção acontece, também é importante saber reconhecer sinais de alerta, como dor abdominal intensa e contínua, vômitos persistentes, sangramentos, muita sonolência ou irritabilidade, queda de pressão ou desmaio, que indicam a necessidade de procurar atendimento. Orientar uma boa hidratação e evitar medicamentos como ácido acetilsalicílico e anti-inflamatórios durante a suspeita de dengue também são cuidados importantes.

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Este conteúdo foi elaborado com auxílio de inteligência artificial com supervisão e revisão da Equipe Afya.

Autoria

Foto de Giovanna Del Carlo

Giovanna Del Carlo

Editora de Conteúdo da Afya. Jornalista formada pela Universidade Estácio de Sá. Bacharel em Direito pelo Centro Universitário de Volta Redonda - UniFOA Pós-graduada pela PUC Minas

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