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Saúde27 abril 2026

Esclerose múltipla: Anvisa aprova nova terapia para controle da progressão

Medicamento é indicado para adultos com formas recorrentes da doença e atua sobre células do sistema imunológico

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária aprovou uma nova opção terapêutica para o tratamento da esclerose múltipla (EM) no país. O medicamento Briumvi® (ublituximabe) teve seu registro publicado na última semana e é indicado para adultos com formas recorrentes da doença. 

A aprovação amplia o arsenal terapêutico disponível para uma condição crônica e potencialmente incapacitante, que afeta o sistema nervoso central. 

Saiba mais: Tabagismo e esclerose múltipla: o que a ciência nos mostra? 

Assorted pharmaceutical medicine pills, tablets and capsules over blue background

Mecanismo de ação e benefício clínico 

O ublituximabe é um anticorpo monoclonal que atua diretamente nos linfócitos B, células do sistema imunológico envolvidas na progressão da esclerose múltipla. O medicamento se liga à proteína CD20, presente na superfície dessas células, reduzindo sua atividade. 

Com isso, há diminuição do processo inflamatório que leva à destruição da mielina, contribuindo para a redução da frequência de surtos e da progressão da doença. 

Assista aindaNovos critérios diagnósticos da Esclerose Múltipla [vídeo] 

Doença crônica e impacto funcional 

A esclerose múltipla é uma doença autoimune, inflamatória e neurodegenerativa que atinge o cérebro e a medula espinhal. Estima-se que cerca de 2,9 milhões de pessoas vivam com a condição no mundo, sendo aproximadamente 40 mil no Brasil. 

A doença costuma se manifestar entre os 20 e 50 anos, com maior incidência em mulheres. Os sintomas variam e podem incluir fadiga, fraqueza muscular, alterações de equilíbrio, dor, depressão e disfunções urinárias e intestinais. 

Tratamento e perspectivas 

Embora ainda não tenha cura, a esclerose múltipla conta com terapias capazes de controlar a atividade inflamatória e retardar sua progressão. A incorporação de novos medicamentos, como o ublituximabe, representa avanço importante no manejo da doença. 

Diante do impacto na qualidade de vida e na funcionalidade, a EM é considerada uma das principais causas de incapacidade neurológica não traumática em adultos jovens, reforçando a importância de ampliar as opções de tratamento disponíveis. 

Leia também: Estratégias para retardar a progressão da esclerose múltipla 

 

Autoria

Foto de Roberta Santiago

Roberta Santiago

Roberta Santiago é jornalista desde 2010 e estudante de Nutrição. Com mais de uma década de experiência na área digital, é especialista em gestão de conteúdo e contribui para o Portal trazendo novidades da área da Saúde.

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