Homem de 81 anos, ex-tabagista, com doença pulmonar obstrutiva crônica grave e insuficiência cardíaca com fração de ejeção reduzida, está internado na UTI há 12 dias por choque séptico de foco pulmonar. Permanece em ventilação mecânica com FiO2 de 80%, noradrenalina a 0,8 mcg/kg/min e hemodiálise contínua. Sem sedação, mantém escala de coma de Glasgow de 6 e lactato de 7,2 mmol/L.
Sem capacidade decisória, possui diretiva antecipada de vontade, apresentada pela filha, pessoa de confiança, recusando suporte prolongado sem chance de recuperação funcional. Em reunião multiprofissional, a equipe julga os tratamentos desproporcionais e decide pela limitação de suporte de vida com retirada da ventilação mecânica, com registro em prontuário e anuência da família.
Após a decisão colegiada e de acordo com a diretriz de limitação de suporte de vida na UTI, qual é a conduta mais adequada para a retirada da ventilação mecânica nesse paciente?
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