Mulher de 32 anos, nulípara, na pré-menopausa, com ciclos menstruais regulares, retorna ao ambulatório de oncologia clínica. Relata etilismo social e sedentarismo, nega tabagismo e não apresenta comorbidades. Foi submetida a cirurgia conservadora da mama esquerda, com laudo de carcinoma invasivo de grau histológico 3, receptores de estrogênio e de progesterona positivos e HER2 negativo. Concluiu a quimioterapia adjuvante há três semanas. Questiona a duração e os efeitos esperados do tratamento hormonal.
Ao exame físico, apresenta cicatriz cirúrgica de bom aspecto, sem nódulos palpáveis nem linfonodomegalias axilares ou supraclaviculares. O exame cardiopulmonar e o abdominal não mostram alterações. A hipótese principal da equipe é de doença com alto risco de recorrência, considerando a idade inferior a 35 anos, o alto grau histológico e o perfil HER2-negativo. Resta definir a terapia endócrina adjuvante.
Aliando os dados dos estudos SOFT e TEXT e considerando o perfil de risco desta paciente, qual é a estratégia de terapia endócrina adjuvante mais adequada?
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