Paciente masculino, 67 anos, com diagnóstico prévio de neoplasia gastrointestinal avançada, em acompanhamento oncológico, portador de sonda de gastrostomia para suporte nutricional. Durante tentativa recente de troca da sonda, o procedimento foi malsucedido, com suspeita clínica de extravasamento de conteúdo gástrico para a cavidade abdominal, sem sinais iniciais de instabilidade hemodinâmica.
Diante da preocupação com possível contaminação intra-abdominal, foi iniciada antibioticoterapia empírica com ciprofloxacino e metronidazol, em doses terapêuticas habituais, com ajuste para função renal, que era previamente normal. O paciente não possuía história pessoal de epilepsia, crises convulsivas prévias ou uso de drogas ilícitas.
Não fazia uso de outros medicamentos reconhecidamente pró-convulsivantes. Após sete dias de antibioticoterapia, o paciente evoluiu com crise convulsiva tônico-clônica generalizada. Foi encaminhado ao pronto atendimento.
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Qual fator culminou na crise convulsiva?
AMetástase cerebral não detectada nos exames iniciais
BNeurotoxicidade associada ao uso de ciprofloxacino
CCrise epiléptica secundária à encefalopatia metabólica subclínica relacionada ao câncer
DEpilepsia secundária à idade avançada
Autoria

Danielle Calil
Médica formada pela Universidade Federal Fluminense em 2016. ⦁ Neurologista pela Universidade Federal do Rio de Janeiro em 2020. ⦁ Fellow em Anormalidades do Movimento e Neurologia Cognitiva pelo Hospital das Clínicas da UFMG em 2021. ⦁ Atualmente, compõe o corpo clínico como neurologista de clínicas e hospitais em Belo Horizonte como o Centro de Especialidades Médicas da Prefeitura de Belo Horizonte, Hospital Materdei Santo Agostinho e Hospital Vila da Serra.
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