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Dengue, Implanon por cinco anos e inteligência artificial no diagnóstico do infarto
Nesta edição do Afya News, destacamos a baixa adesão à segunda dose da vacina contra a dengue entre adolescentes, a ampliação do uso do implante contraceptivo de etonogestrel e um modelo de inteligência artificial capaz de identificar oclusões coronarianas e localizar a artéria acometida no eletrocardiograma.
Matérias citadas no episódio de hoje:
- Dengue: 3 milhões de adolescentes estão com vacinação incompleta
- Anvisa aprova ampliação do uso do Implanon para cinco anos
- Inteligência artificial detecta infarto por oclusão e localiza artéria bloqueada
O que importa hoje: vacinação contra a dengue está incompleta entre adolescentes
Mais de 3 milhões de adolescentes que receberam a primeira dose da vacina contra a dengue ainda não completaram o esquema. Das 11,8 milhões de doses aplicadas no país, 7,6 milhões foram primeiras doses e 4,2 milhões, segundas doses. Quase 4 milhões de doses distribuídas aos municípios permanecem sem uso. A Qdenga está disponível no SUS para adolescentes de 10 a 14 anos, com a segunda dose indicada três meses após a primeira.
Para médicos, os dados reforçam a importância de verificar a caderneta de vacinação em qualquer atendimento e orientar a conclusão do esquema. A vacinação durante o período intersazonal permite que o paciente chegue protegido ao verão, quando os casos costumam aumentar, possivelmente com maior intensidade nesta temporada por causa do El Niño.
O que muda na prática: Anvisa amplia uso do Implanon para cinco anos
A Anvisa aprovou, em 26 de outubro, a ampliação do período de eficácia do Implanon NXT, implante contraceptivo subdérmico de etonogestrel, de três para cinco anos com o mesmo dispositivo. A decisão considerou dados que demonstraram manutenção da eficácia e perfil de segurança favorável durante o quarto e o quinto anos de uso, sem registros de gestação no período estendido no principal estudo.
A agência também autorizou a inserção imediatamente após o parto e depois de abortos no primeiro e no segundo trimestres. A mudança reduz a necessidade de trocas e procedimentos adicionais, além de favorecer a continuidade contraceptiva. Ginecologistas e obstetras devem atualizar o aconselhamento e o planejamento de troca das pacientes que já utilizam o implante.
Radar: inteligência artificial identifica oclusão coronariana no ECG
Pesquisadores da USP e da Universidade de Uppsala desenvolveram um modelo de inteligência artificial capaz de identificar infartos provocados por oclusão coronariana aguda e apontar a artéria acometida com base no ECG de 12 derivações. Publicado na Nature Communications, o algoritmo foi treinado com 540.372 eletrocardiogramas de serviços de emergência suecos e validado em 401 pacientes do InCor, com confirmação por cateterismo.
A acurácia chegou a 96% em casos com supradesnivelamento do segmento ST e a 82% naqueles sem esse achado clássico. O principal interesse clínico está nas oclusões sem supra-ST, que podem escapar aos critérios tradicionais e atrasar a reperfusão. A ferramenta permanece experimental, depende de validação em condições reais e de aprovação da Anvisa, e não substitui o julgamento clínico.
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Autoria
Redação Afya News
Podcasts e videocasts produzidos com curadoria médica especializada, conduzida pelo Dr. Guilherme Rodrigues (CRM-RJ 1049461 | RQE 37692), chefe do Departamento de Catarata do Instituto Benjamin Constant (RJ) e Editor-Chefe de Conteúdo Médico da Afya Educação Médica, além de Professor do curso de Inteligência Artificial da Afya. Todo o conteúdo é gravado com apoio de tecnologias de Inteligência Artificial, assegurando eficiência produtiva, qualidade técnica e escalabilidade, sem abrir mão do rigor científico e da relevância clínica.
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