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Pediatria16 abril 2026

Atualizações de 2026 da Surviving Sepsis Campaign em Pediatria

Diretrizes 2026 para sepse pediátrica: reconhecimento, antibióticos, fluidos e suporte intensivo no choque séptico em crianças.

Infelizmente, a sepse continua sendo uma das principais causas de morbidade, mortalidade e utilização de serviços de saúde em pacientes pediátricos globalmente. Dessa forma, o reconhecimento precoce e o manejo adequado são essenciais para melhorar os desfechos.  

Em 2020, a Society of Critical Care Medicine (SCCM) e a European Society of Intensive Care Medicine (ESICM) publicaram diretrizes atualizadas da Campanha Sobrevivendo à Sepse (Surviving Sepsis Campaign), fornecendo recomendações para o manejo de lactentes e adolescentes com sepse ou choque séptico em ambientes hospitalares e de cuidados agudos. Em 2026, com o objetivo de atualizar essas diretrizes, os periódicos Pediatric  Critical Care Medicine e Intensive Care Medicine publicaram o artigo Surviving Sepsis Campaign International Guidelines for the Management of Sepsis and Septic Shock in Children 2026, sintetizado a seguir. Essas novas diretrizes são endossadas por 13 renomadas organizações. 

Metodologia 

Um painel composto por 68 especialistas internacionais de 13 organizações, com o apoio de seis metodologistas, desenvolveu estas diretrizes por meio de um processo estruturado com uma política formal de conflito de interesses. Além disso, foram realizadas discussões contínuas por meio de teleconferências e comunicação eletrônica. Os tópicos prioritários orientaram a formulação das questões PICO, seguidas por uma revisão sistemática das evidências e avaliação da qualidade através da abordagem GRADE.  

As recomendações foram desenvolvidas por meio de uma estrutura de evidência para decisão e classificadas como fortes, condicionais ou declarações de boas práticas, com declarações adicionais de “na nossa prática” incluídas quando as evidências eram insuficientes, mas o consenso dos especialistas apoiava a orientação prática. 

Resultados 

Terminologia 

  • Sepse: infecção que leva à disfunção orgânica com risco de vida, incluindo pacientes com choque séptico; 
  • Choque séptico (CS): subconjunto de sepse com perfusão inadequada e/ou disfunção cardiovascular, não atribuível a uma causa cardíaca primária concomitante ou outra causa; 
  • Sepse provável (SP): apresentação clínica consistente com sepse, mas com infecção ainda não confirmada; 
  • Choque séptico suspeito (CSS): choque de etiologia não confirmada, mas suspeito de ser secundário à infecção; 
  • Choque séptico com hipoperfusão persistente (CSHP): sepse com sinais contínuos de hipoperfusão apesar do tratamento inicial. 

Reconhecimento e manejo da infecção 

Atualizações 

  • Não havia evidências suficientes para recomendar a implementação de triagem sistemática de sepse em crianças graves além dos protocolos clínicos estabelecidos para o reconhecimento oportuno de sepse e CS. 
  • Recomendação: Um programa de melhoria de desempenho, incluindo procedimentos operacionais padrão, deve ser implementado para o tratamento de crianças com sepse ou CS (recomendação forte, baixa certeza da evidência). 
  • Recomendação: A medição do lactato sanguíneo deve ser feita como parte da avaliação e do tratamento iniciais para crianças com SP ou suspeita de CS (recomendação forte, evidência de certeza muito baixa). 

Sem alterações (orientações mantidas) 

  • Devem ser coletadas hemoculturas antes de iniciar a terapia antimicrobiana em situações em que isso não atrase substancialmente a administração do antimicrobiano (declaração de boas práticas). 

Novo item 

  • Não houve evidências suficientes para emitir uma recomendação a favor ou contra a realização de testes moleculares de rotina para detecção ou identificação de patógenos para crianças com SP ou suspeita/confirmação de CS.  

Terapia antimicrobiana 

Atualizações 

  • Recomendação: iniciar a terapia antimicrobiana o mais rápido possível, idealmente dentro de 1 hora após o reconhecimento da sepse em crianças com suspeita de CS (recomendação forte, certeza da evidência muito baixa). 
  • Sugestões: investigação rápida e com tempo limitado. Se a suspeita de sepse for comprovada, iniciar a terapia antimicrobiana o mais rápido possível após avaliação adequada, idealmente dentro de 3 horas do reconhecimento em crianças com SP sem choque (recomendação condicional, certeza da evidência muito baixa). 
  • Deve ser considerada a administração de antibióticos o mais rápido possível em crianças com SP bacteriana, quando avaliação oportuna é difícil e há risco de atraso devido a outros problemas no atendimento clínico (declaração de boas práticas). 

Sem alterações (orientações mantidas) 

  • Terapia multidrogas empírica em crianças tratadas por sepse ou CS com comprometimento imunológico e/ou alto risco de patógenos multirresistentes (recomendação condicional, certeza da evidência muito baixa). 
  • Considerar terapia empírica de amplo espectro com um ou mais antimicrobianos para abranger todos os patógenos prováveis ​​(declaração de boas práticas). 
  • A cobertura da terapia antimicrobiana empírica deve ser reduzida assim que os patógenos e suas respectivas susceptibilidades estiverem disponíveis ​​(declaração de boas práticas). 
  • Restringir ou suspender a terapia antimicrobiana empírica de acordo com a apresentação clínica, o local da infecção, os fatores de risco do hospedeiro e a adequação da melhora clínica em discussão com especialistas em doenças infecciosas e/ou microbiologia se nenhum patógeno for identificado ​​(declaração de boas práticas). 

Novos itens 

  • Não houve evidências suficientes para recomendar ou contraindicar o uso rotineiro de uma estratégia de infusão contínua e/ou prolongada, em comparação com a administração intermitente em crianças com sepse bacteriana confirmada em tratamento com antibióticos beta-lactâmicos. 
  • Não havia evidências suficientes para recomendar se os hospitais deveriam implementar consultas de rotina com especialistas em doenças infecciosas para crianças com sepse ou CS sem ICS documentada. 
  • Sugestão: não utilizar a procalcitonina rotineiramente para orientar a redução da terapia quando existirem programas eficazes de manejo de antimicrobianos em crianças com sepse ou CS tratadas com terapia antimicrobiana (recomendação condicional, certeza moderada da evidência). 
  • Sugestão: consultas de rotina com especialistas em doenças infecciosas ou microbiologia devem ser implementadas para aconselhamento sobre o tratamento em crianças com sepse ou CS com infecção da corrente sanguínea (ICS) documentada (recomendação condicional, nível de certeza da evidência muito baixo). 

Controle de origem – orientações mantidas (sem alterações) 

  • A intervenção emergencial para o controle da fonte deve ser implementada o mais rápido possível após o diagnóstico de uma infecção passível de tratamento com um procedimento de controle da fonte ​​(declaração de boas práticas). 
  • Recomendação: remoção de dispositivos de acesso intravascular que sejam comprovadamente a fonte de sepse ou CS, após o estabelecimento de outro acesso vascular e dependendo do patógeno e dos riscos/benefícios de um procedimento cirúrgico em crianças com sepse ou CS (recomendação forte, baixa certeza da evidência). 

Terapia com fluidos – orientações mantidas (sem alterações) 

  • Em sistemas de saúde com disponibilidade de terapia intensiva 
  • Sugestão: Durante a primeira hora de ressuscitação inicial, administrar até 40–60 mL/kg de fluidos em bolus (10–20 mL/kg por bolus) em crianças com CS (recomendação condicional, evidência de baixa certeza). 
  • Em sistemas de saúde sem disponibilidade de terapia intensiva:  
  • Sugestão: Durante a primeira hora de ressuscitação inicial, administrar até 40 mL/kg de fluidos em bolus (10–20 mL/kg por bolus) em crianças com CS e hipotensão (recomendação condicional, evidência de baixa certeza). 
  • Recomendação: evitar a terapia com bolus de fluidos e iniciar a hidratação de manutenção em crianças com sepse sem hipotensão (recomendação forte, evidência de alta certeza). 
  • Uso de cristaloides ao invés de albumina para a reanimação inicial de crianças com sepse ou CS (recomendação condicional, certeza moderada da evidência). 
  • Ressuscitação com soluções cristaloides balanceadas ou tamponadas ao invés de solução salina a 0,9% em crianças com CS que necessitam de tratamento com bolus de fluidos (recomendação condicional, certeza de evidência muito baixa). 
  • O estado hemodinâmico deve ser reavaliado após cada bolus de fluidos e o tratamento deve ser titulado de acordo com os marcadores clínicos do débito cardíaco e interrompido se o choque se resolver ou se surgirem sinais de sobrecarga hídrica ​​(declaração de boas práticas). 

Monitorização hemodinâmica 

Atualizações 

  • Sugestão: atingir uma Scvo2 ≥ 70% quando houver acesso venoso central disponível em crianças com CS (recomendação condicional, evidência de certeza muito baixa). 
  • Não havia evidências suficientes para emitir uma recomendação sobre o uso de monitoramento hemodinâmico avançado juntamente com sinais clínicos à beira do leito para orientar a ressuscitação em crianças com sepse e CS. 

Sem alterações (orientações mantidas) 

  • Não havia evidências suficientes para emitir uma recomendação sobre se a pressão arterial média (PAM) deveria ser definida no 5º ou no 50º percentil para a idade em crianças com sepse ou CS. 

Novos itens 

Em crianças com sepse ou CS: 

  • A reanimação deve ser guiada pela avaliação clínica contínua de marcadores do estado hemodinâmico, incluindo frequência cardíaca, pressão arterial, tempo de enchimento capilar, temperatura das extremidades, qualidade do pulso, nível de consciência e débito urinário ​​(declaração de boas práticas). 
  • Sugestão: uso de ultrassonografia à beira-leito (POCUS) cardíaca e pulmonar para orientar a ressuscitação, se o treinamento e os recursos locais permitirem (recomendação condicional, evidência de baixa certeza). 

Medicamentos vasoativos 

Atualizações 

Em crianças com CS que necessitam de medicamentos vasoativos: 

  • Não houve evidências suficientes para emitir uma recomendação sobre o uso preferencial de epinefrina ou norepinefrina como terapia de primeira linha. 
  • Sugestão: iniciar a administração de medicamentos vasoativos por meio de acesso venoso periférico e não adiar a terapia até que o acesso venoso central seja obtido (recomendação condicional, nível de certeza da evidência muito baixo). 
  • Sem alterações (orientações mantidas) 
  • Sugestão: adicionar vasopressina ou ajustar ainda mais a dose de catecolaminas em crianças com CS que necessitam de altas doses (recomendação condicional, baixa certeza da evidência). 
  • Não havia evidências suficientes para recomendar a adição de um inodilatador em crianças com CS e disfunção cardíaca, apesar do tratamento inicial com medicamentos vasoativos. 

Novos itens 

  • Não houve evidências suficientes para emitir uma recomendação sobre o início da administração de medicamentos vasoativos antes ou depois da terapia com bolus de 40 mL/kg em crianças com CS (recomendação condicional, certeza da evidência muito baixa). 

Em crianças com CSHP, apesar do tratamento com outros medicamentos vasoativos: 

  • Não havia evidências suficientes para recomendar o tratamento concomitante com angiotensina II e nem com azul de metileno. 

Ventilação 

Sem alterações (orientações mantidas) 

  • Não havia evidências suficientes para emitir uma recomendação sobre a necessidade de intubação na ausência de insuficiência respiratória em crianças com CS refratário a fluidos e resistente a catecolaminas. 
  • Sugestão: não utilizar etomidato durante a intubação em crianças com sepse ou CS (recomendação condicional, baixa certeza da evidência). 

Novo item 

  • Sugestão: titular o oxigênio suplementar para atingir uma faixa conservadora (SpO2 88–92%) e não uma meta mais liberal (SpO2 > 94%) em crianças intubadas com sepse ou CS após ressuscitação (recomendação condicional, certeza moderada da evidência). 

Corticosteroides 

Sem alterações (orientações mantidas) 

  • Sugestão: evitar o uso de hidrocortisona intravenosa (IV) em crianças com CS em que a estabilidade hemodinâmica pode ser restaurada com reposição volêmica e terapia vasoativa (recomendação condicional, baixa certeza da evidência). 

Atualização 

  • Não havia evidências suficientes para emitir uma recomendação sobre se deve ou não tratar com hidrocortisona IV crianças com CS que permanecem hemodinamicamente instáveis ​​apesar da ressuscitação volêmica adequada e da terapia vasoativa. 

Endócrino e Metabólico 

Atualização 

  • Não havia evidências suficientes para emitir uma recomendação sobre se o objetivo deveria ser a normotermia ou se deveria ser adotada uma abordagem permissiva em relação à febre em crianças com sepse ou CS com febre. 

Sem alterações (orientações mantidas) 

  • o havia evidências suficientes para emitir uma recomendação sobre se o objetivo era manter níveis normais de cálcio no sangue ou tolerar a hipocalcemia em crianças com sepse ou CS. 
  • Sugestão: evitar o uso rotineiro de levotiroxina em crianças com CS e outras disfunções orgânicas associadas à sepse em crianças com sepse ou CS em estado eutireoidiano grave (recomendação condicional, baixa certeza da evidência). 

Novo item 

  • Não havia evidências suficientes para emitir uma recomendação sobre o uso de bicarbonato de sódio em crianças com sepse ou CS e acidemia metabólica. 

Nutrição 

Sem alterações (orientações mantidas) 

Em crianças com sepse ou CS: 

  • Sugestões: ​​evitar o uso de vitamina C, tiamina (vitamina B1) e a reposição aguda de vitamina D na ausência de insuficiência clínica (recomendações condicionais, certeza da evidência muito baixa). 

Hemocomponentes 

As recomendações de 2020 quanto a hemocomponentes não foram revisadas. Outras diretrizes devem ser consultadas. 

Equilíbrio hídrico, terapia renal substitutiva e suporte extracorpóreo 

Atualização 

  • Sugestão: usar hemofiltração de alto volume (> 35 mL/kg/h) e não padrão em crianças com sepse ou CS que necessitam de terapia de substituição renal (≤ 35 mL/kg/h) (recomendação condicional, baixa certeza da evidência). 

Sem alterações (orientações mantidas) 

  • Não havia evidências suficientes para emitir uma recomendação sobre a necessidade de tratamento com plasmaférese em crianças com sepse ou CS que preenchem os critérios para o subfenótipo TAMOF (thrombocytopenia-associated multiple organ failure – falência múltipla de órgãos associada à trombocitopenia). 
  • Sugestão: usar ECMO (oxigenação por membrana extracorpórea) venovenosa (VV) quando houver hipóxia refratária apesar de outras terapias em crianças com sepse ou CS (recomendação condicional, certeza da evidência muito baixa). 
  • Sugestão: usar ECMO VV como terapia de resgate somente se o choque for refratário a todos os outros tratamentos em crianças com CS (recomendação condicional, certeza da evidência muito baixa). 

Novos itens 

  • Com relação a fluidos, é razoável considerar medidas para prevenir a administração excessiva, monitorar a ingestão total e considerar a remoção ativa em caso de sobrecarga hídrica após a estabilidade hemodinâmica ser alcançada, monitorando de perto as alterações hemodinâmicas para evitar comprometer a perfusão dos órgãos terminais ​​(declaração de boas práticas). 
  • Não havia evidências suficientes para emitir uma recomendação sobre o uso de purificação sanguínea extracorpórea em crianças com sepse ou CS. 

Terapias imunológicas 

Sem alterações (orientações mantidas) 

  • Sugestão: evitar o uso rotineiro de IVIG em crianças com sepse ou CS (recomendação condicional, baixa certeza da evidência). 

Novos itens 

Em crianças com sepse ou CS: 

  • Não havia evidências suficientes para emitir uma recomendação sobre a redução gradual ou a descontinuação de terapias imunossupressoras. 
  • Não havia evidências suficientes para emitir uma recomendação sobre o uso de um estimulante imunológico na evidência de leucopenia ou imunoparalisia. 
  • Não havia evidências suficientes para emitir uma recomendação sobre o uso de terapias imunossupressoras na hiperferritinemia. 

Acompanhamento a longo prazo 

Novos itens 

Em crianças com sepse ou CS: 

  • Sugestão: implementar um bundle de reabilitação individualizado e precoce durante a fase aguda da doença (recomendação condicional, evidência de certeza muito baixa). 
  • Não havia evidências suficientes para recomendar ou contraindicar o acompanhamento pós-hospitalar. 
  • Em crianças sobreviventes, é razoável: 1) avaliar os fatores de risco para morbidade pós-sepse, 2) educar o paciente, a família e os médicos sobre os sintomas da morbidade pós-sepse e 3) avaliar a presença de novas sequelas em longo prazo após a alta hospitalar ​​(declaração de boas práticas). 

Autoria

Foto de Roberta Esteves Vieira de Castro

Roberta Esteves Vieira de Castro

Graduada em Medicina pela Faculdade de Medicina de Valença ⦁ Residência médica em Pediatria pelo Hospital Federal Cardoso Fontes ⦁ Residência médica em Medicina Intensiva Pediátrica pelo Hospital dos Servidores do Estado do Rio de Janeiro. Mestra em Saúde Materno-Infantil (UFF) ⦁ Doutora em Medicina (UERJ) ⦁ Aperfeiçoamento em neurointensivismo (IDOR) ⦁ Médica da Unidade de Terapia Intensiva Pediátrica (UTIP) do Hospital Universitário Pedro Ernesto (HUPE) da UERJ ⦁ Professora adjunta de pediatria do curso de Medicina da Fundação Técnico-Educacional Souza Marques ⦁ Membro da Rede Brasileira de Pesquisa em Pediatria do IDOR no Rio de Janeiro ⦁ Acompanhou as UTI Pediátrica e Cardíaca do Hospital for Sick Children (Sick Kids) em Toronto, Canadá, supervisionada pelo Dr. Peter Cox ⦁ Membro da Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) e da Associação de Medicina Intensiva Brasileira (AMIB) ⦁ Membro do comitê de sedação, analgesia e delirium da AMIB e da Sociedade Latino-Americana de Cuidados Intensivos Pediátricos (SLACIP) ⦁ Membro da diretoria da American Delirium Society (ADS) ⦁ Coordenadora e cofundadora do Latin American Delirium Special Interest Group (LADIG) ⦁ Membro de apoio da Society for Pediatric Sedation (SPS) ⦁ Consultora de sono infantil e de amamentação ⦁ Instagram: @draroberta_pediatra

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Referências bibliográficas

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