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OrtopediaJUL 2023

Quais são as causas de ruptura espontânea do tendão extensor longo do polegar?

A ruptura do extensor longo do polegar (ELP) é frequentemente descritas em associação com história de artrite reumatoide.

O musculo extensor longo do polegar (ELP) é responsável pela extensão do polegar na articulação interfalangeana além de ajudar a adução na articulação carpometacarpal. Está em íntimo contato com o tubérculo de Lister e essa região é sabidamente pouco vascularizada. 

As fraturas de rádio distal e a artrite reumatoide estão descritas na literatura como possíveis causas da ruptura espontânea do ELP, embora existam outros relatos de lesão espontânea associadas a outras causas. Foi publicada no último mês na revista “Hand” uma revisão sistemática a fim de melhor entender e caracterizar a natureza da ruptura espontânea do ELP, suas causas e formas de tratamento. 

Saiba mais: Como deve ser o manejo do polegar em gatilho congênito?

Quais são as causas de ruptura espontânea do tendão extensor longo do polegar?

Quais são as causas de ruptura espontânea do tendão extensor longo do polegar?

Métodos 

A revisão foi realizada nas bases de dados Pubmed/MEDLINE e Scopus/Elsevier em dezembro de 2021, com expressões relacionadas a lesões tendinosas, tendinopatia, cirurgia de mão, transferência tendinosa e injeções. 

Para serem elegíveis, os artigos deveriam atender ao seguinte critério de inclusão: descrever casos de ruptura espontânea do ELP ou tenossinovite do terceiro compartimento dorsal. O critério de exclusão foi qualquer história de fratura do rádio distal ou artrite reumatoide. 

Foram incluídos 29 estudos com 18 mulheres e 29 homens com média de idade de 45 anos. Os sintomas mais comuns foram perda da extensão e dor. Em 21 casos, a ruptura ocorreu ao nível do tubérculo de Lister, local mais comum. 

Resultados 

Fatores causais foram identificados em quase todos os casos e foram separados em seis grandes categorias: “drogas”, referindo-se a injeções de esteroides, tratamento com fluoroquinolona, e uso de substâncias intravenosas (n = 8); “trauma”, com fratura do rádio excluída por radiografia (n = 10); “mecânico,” como movimentos repetitivos (n = 8); “inflamatório”, com artrite reumatoide excluída com exames laboratoriais apropriados (n = 3); “primário” (n = 9); e “outros”, como defeitos anatômicos ou cirurgia recente na região (n = 6) 

Dos 47 pacientes, 44 receberam tratamento cirúrgico (46/51 mãos). Essas intervenções revelaram três pilares de tratamento de ruptura do ELP—reparação primária (n = 7); transferência tendinosa (n = 29), geralmente extensor próprio do indicador (EIP) para ELP, mas com uma exceção, extensor digitorum communis 

(ECD) para ELP; e enxerto (n = 8), geralmente palmar longo, mas com uma exceção, enxerto de semitendíneo.  

Leia também: Quais são os resultados das diferentes técnicas de oponentoplastia no polegar?

Conclusão e mensagem prática 

Esses resultados destacam a fragilidade inerente desse tendão e corroboram a recomendação histórica para liberação precoce do tendão ELP no cenário de tenossinovite do terceiro compartimento dorsal. 

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Referências bibliográficas

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