A fadiga relacionada ao câncer é uma das principais queixas de pacientes oncológicos e está relacionada tanto à doença quanto ao tratamento.
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O estudo
O estudo “Treino de resistência para combater a fadiga em pessoas com câncer” publicado em novembro no Cochrane Library buscou avaliar o impacto do treinamento de resistência na fadiga relacionada ao câncer e qualidade de vida dos pacientes quando comparado a realização de nenhum exercício físico.
Foram avaliados estudos randomizados que utilizaram treinamento de resistência no período durante e após a terapia, tendo pelo menos 5 sessões presenciais. Nesse contexto, foram selecionados 21 estudos, com um total de 2221 participantes.
Quanto ao treinamento de resistência durante o tratamento, o estudo foi capaz de sugerir benefício quando comparado a nenhum exercício assim como impactos positivos em qualidade de vida, ambos a curto prazo.
No que diz respeito ao treinamento de resistência após o tratamento anti-câncer, houve benefício em qualidade de vida em curto prazo, porém sem impacto comprovado com relação à fadiga relacionada.
Os autores concluem que há benefício em treinamento de resistência durante o tratamento desses pacientes com impacto na fadiga relacionada ao câncer e melhora da qualidade de vida, ambos em curto prazo, com dados insuficientes para avaliação a médio e longo prazos.
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