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Oncologia11 fevereiro 2025

Abordagem personalizada do tratamento de câncer de mama

Como acontece o manejo de pacientes com doença metastática
Por Lethícia Prado

Este conteúdo foi produzido pela Afya em parceria com Oncoclínicas de acordo com a Política Editorial e de Publicidade do Portal Afya.

O câncer de mama configura-se como a neoplasia mais diagnosticada no mundo1 e, embora apresente taxas de mortalidade regressivas desde 1970,2 é ainda a principal causa de óbito por câncer em mulheres no Brasil.3,4

Seu prognóstico leva em consideração a expressão gênica do tumor, expressão de receptores de estrógeno e progesterona e índice de proliferação celular,5,6,7 sendo também relevantes fatores como a interação do tumor com o microambiente tumoral e vigilância imunológica.8,9

Embora a maioria ocorra de forma esporádica, pode haver influência genética em até 28% dos casos, com mutações em genes de alta penetrância como BRCA1 e BRCA2.10

De acordo com guideline do National Comprehensive Саոсer Network (ΝCСΝ), alguns critérios para testagem e avaliação de risco de câncer hereditário incluem câncer de mama diagnosticado com menos de 50 anos de idade, subtipo triplo negativo (ausência de expressão de receptores hormonais e HER2 na imuno-histoquímica), histologia lobular com história pessoal ou familiar de carcinoma gástrico difuso, câncer epitelial de ovário, câncer de pâncreas exócrino, câncer de mama em homens, entre outros.11

Enquanto pacientes com câncer de mama unilateral sem mutação em BRCA1 ou BRCA2 apresentam risco estimado em torno de 0,4 a 1% ao ano de desenvolver câncer de mama contralateral,12 naqueles com essas mutações esse risco pode variar de 10 a 25%.13,14

De forma semelhante, há também risco aumentado para desenvolvimento de um segundo câncer de mama em portadores de variantes patogênicas em genes como PTEN e TP53, sendo a mastectomia bilateral uma opção nesses casos visando redução de risco.11

Ainda no contexto da influência da genômica tumoral na escolha de terapias individualizadas, a American Society of Clinical Oncology (ASCO) recomenda que pacientes com doença inicial, com imuno-histoquímica sem expressão de HER2, com critérios de alto risco de recorrência e variantes patogênicas em BRCA1/2 recebam o inibidor da poly(adenosine diphosphate–ribose) polymerase (PARP), olaparibe, por 1 ano de forma adjuvante.15,16

No contexto de doença metastática, o estudo Destiny Breast 06 avaliou pacientes que apresentavam tumores com positividade para receptores hormonais e HER2 com baixa expressão após progressão em uma ou mais linhas de terapia endócrina, sem tratamento quimioterápico prévio.17

Trata-se de estudo fase III, randomizado, que incluiu pacientes com expressão de HER2 classificada como low, caracterizado por um score +1 ou +2 na imuno-histoquímica ou ultralow, representado por score 0 com presença de coloração em membrana.17

Os pacientes foram randomizados para receber quimioterapia ou trastuzumabe-deruxtecan, um anticorpo conjugado a droga citotóxica que se liga no receptor de HER2.17

O endpoint primário foi sobrevida livre de progressão (SLP) no grupo com HER2 low e os endpoints secundários abrangiam sobrevida global, segurança, e SLP em todos os subgrupos.17

Após follow up mediano de 18 meses, o estudo conclui que nos pacientes classificados como HER2 low houve aumento de SLP de 8,1 meses para 13,2 meses no grupo experimental, sem novos efeitos adversos inesperados.17

No caso de pacientes com mutação germinativa em BRCA1 ou BRCA2 e doença metastática, HER2 negativo, e que não tenham recebido mais de duas linhas prévias de quimioterapia, o uso de olaparibe foi capaz de aumentar a sobrevida livre de progressão mediana em 2,8 meses quando comparado ao tratamento padrão.18

Tendo em vista a heterogeneidade do câncer de mama e a variedade de tratamentos disponíveis, a oncologia personalizada representa dessa forma uma nova perspectiva, trazendo a possibilidade de redução de toxicidade e aumento de benefícios para os pacientes.19

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Referências bibliográficas

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