Mulher de 67 anos, hipertensa, diabética tipo 2, ex-tabagista e sedentária, retorna à consulta de reabilitação cinco semanas após acidente vascular cerebral isquêmico em território da artéria cerebral média direita. No domicílio, a filha conduz treino de marcha assistida, transferências e exercícios de elevação do braço com roldana fixada acima da porta.
Há duas semanas, a paciente refere dor progressiva no ombro esquerdo, que piora durante os exercícios. A filha pergunta se o programa deveria ser interrompido ou adiado até a recuperação se estabilizar.
Ao exame, apresenta hemiparesia esquerda, com força grau 2 no membro superior, hipotonia da cintura escapular e dor à abdução passiva do ombro, sem sinais flogísticos. A pele das regiões de apoio está íntegra e não há empastamento de panturrilhas. Na fase subaguda precoce, a principal hipótese é dor no ombro hemiplégico, e a equipe precisa ajustar o plano de reabilitação pós-AVC.
Considerando a hipótese diagnóstica principal e a diretriz atualizada da American Heart Association para reabilitação pós-AVC, qual é a conduta mais adequada para o programa de reabilitação desta paciente?
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