Tempo de leitura: [rt_reading_time] minutos.
A sepse é uma condição clínica de elevada importância em decorrência da morbimortalidade em pacientes críticos. De acordo com a Global Sepsis Alliance, atinge 27 milhões de pessoas no mundo por ano. O estudo que embasou o uso do SOFA e do quickSOFA foi inicialmente realizado em hospitais da Pensilvânia, nos Estados Unidos. A abordagem e estratégia terapêutica na sepse vai além da antibioticoterapia na primeira hora e reposição da volemia, e seu reconhecimento precoce salva vidas.
O conceito mais recente a define como uma infecção associada à disfunção orgânica (sepse 3.0, ano de 2016). O uso de drogas vasopressoras para manter uma pressão arterial média acima de 60 mmHg ou lactato acima do que 2 mmol/L, mesmo após adequada reposição volêmica, está relacionado ao conceito de choque séptico.
O escore SOFA é considerado padrão ouro no diagnóstico da sepse e está relacionado a maior mortalidade; todavia não é prático, pois envolve parâmetros laboratoriais (plaquetas, creatinina, bilirrubinas, PaO2). O escore varia de 0 a 4, e uma pontuação igual ou superior a 2 representa disfunção orgânica.
Uma tentativa de selecionar os pacientes com maior potencial de complicação envolve o escore quickSOFA, tendo como parâmetros: PA sistólica <100 mmHg, FR>22irpm e GCS<15. Cada variável conta 1 ponto (0 a 3) e pontuação igual ou maior a 2 sugere maior mortalidade e aumento de permanência em UTI. O qSOFA, apesar de não ser útil como diagnóstico, pode ser uma ferramenta de triagem útil, permitindo selecionar os pacientes que possuem um risco aumentado de pior desfecho.
Surviving Sepsis 2018: o que muda na sepse com essa atualização?
Referências:
- http://www.nejm.org/doi/full/10.1056/NEJMp1707170
- https://jamanetwork.com/journals/jama/fullarticle/2492881
- https://jamanetwork.com/journals/jama/fullarticle/2492875
- https://jamanetwork.com/journals/jama/fullarticle/2492876
Como você avalia este conteúdo?
Sua opinião ajudará outros médicos a encontrar conteúdos mais relevantes.