*Esta publicação foi atualizada no dia 11/06/2024.
Somente este ano, já foram 105 casos de coqueluche registrados no estado de São Paulo. Os números são da Secretaria Municipal da Saúde (SMS), que, apesar da emissão de alerta, frisa não ter ocorrido mortes decorrentes da doença.
De acordo com o órgão, a cobertura vacinal da coqueluche é monitorada através da aplicação da pentavalente. Esta vacina combinada é utilizada para prevenir difteria, tétano, pertussis, hepatite B (recombinante) e Haemophilus influenzae tipo B (conjugada). No ano passado, a cobertura vacinal alcançou 90,42% entre crianças menores de um ano na capital.
O aumento dos casos de coqueluche tem acontecido em diversos países, e o principal motivo para isso é a baixa a cobertura vacinal, tendência que se agravou durante a pandemia e ainda não retornou aos níveis anteriores.
A coqueluche
A coqueluche, também conhecida como pertussis ou tosse comprida, é uma infecção respiratória causada pela bactéria Bordetella pertussis. Esta bactéria se aloja na garganta e, em crianças, pode levar à insuficiência respiratória, sendo potencialmente fatal.
Para prevenir a doença, é disponibilizada gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS) a vacina pentavalente, aplicada aos 2, 4 e 6 meses de idade. Além disso, são recomendados mais dois reforços com a vacina DTP (difteria, tétano e pertussis), também chamada de tríplice bacteriana infantil, aos 15 meses e aos 4 anos.
Altamente transmissível, a coqueluche pode causar até 17 casos secundários a partir de uma única infecção. Seu potencial de transmissão é comparável ao do sarampo e da varicela, sendo significativamente maior que o da covid-19.
*Este artigo foi revisado pela equipe médica do Portal Afya.
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