InfectologiaFEV 2024

Cenário de crescimento de casos de covid-19 segue no Centro-Sul

Boletim Infogripe apresentou dados apontando aumento de SRAG por covid-19 em estados do Centro-Oeste e Sudeste do país.
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Por Augusto Coutinho
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No último dia 22 de fevereiro, a Fiocruz divulgou o Boletim Infogripe, que traz dados da Semana Epidemiológica 07 - entre 11 e 17 de fevereiro - para casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) no país. O Boletim Infogripe foi feito com dados inseridos no SIVEP-Gripe até o dia 19 de fevereiro de 2024.  De acordo com o boletim há sinais de crescimento nos casos de SRAG causados por covid-19 nas tendências de longo e médio prazo, esse resultado se deve principalmente aos resultados apresentados por Espírito Santo, Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Rio de Janeiro, Santa Catarina e São Paulo.  Leia também: Como evoluíram crianças e adolescentes com SRAG por SARS-CoV-2 e outros vírus?  O maior impacto da SRAG por covid-19 continua a ser sobre menores de dois anos e na população idosa (mais de 65 anos). Entre crianças, além do SARS-CoV-2, foram identificados como responsáveis por casos de SRAG, o Vírus Sincicial Respiratório (VSR) e rinovírus. 

Outros vírus 

O relatório mostra ainda um aumento nos casos de SRAG, causado por Influenza A, nos estados do Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Santa Catarina e São Paulo, ainda que com uma prevalência bem menor que a covid-19.  Os números das últimas quatro semanas epidemiológicas mostram que o SARS-CoV-2 esteve presente em 66,9% dos casos de SRAG testados positivos para vírus respiratórios e 87,2% dos casos que resultaram em óbito. A Influenza A foi detectada em 7,8% e 4,6% dos óbitos; a Influenza B em apenas 0,3% dos casos e o VSR em 10,4%.  Saiba mais: Proteção contra infecção do trato respiratório inferior causada pelo VSR em bebês 

Situação atual 

Em 2024, foram notificados 8.693 casos de SRAG, desses, 37,9% tiveram resultado laboratorial positivo para algum vírus respiratório e 14,8% aguardam resultado. O SARS-CoV-2 foi responsável por 66,4% desses casos, seguido pelo VSR, com 10,6%, e Influenza A (6,7%) por último vem a Influenza B em 0,4% dos casos. *Este artigo foi revisado pela equipe médica do Portal Afya.
No último dia 22 de fevereiro, a Fiocruz divulgou o Boletim Infogripe, que traz dados da Semana Epidemiológica 07 - entre 11 e 17 de fevereiro - para casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) no país. O Boletim Infogripe foi feito com dados inseridos no SIVEP-Gripe até o dia 19 de fevereiro de 2024.  De acordo com o boletim há sinais de crescimento nos casos de SRAG causados por covid-19 nas tendências de longo e médio prazo, esse resultado se deve principalmente aos resultados apresentados por Espírito Santo, Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Rio de Janeiro, Santa Catarina e São Paulo.  Leia também: Como evoluíram crianças e adolescentes com SRAG por SARS-CoV-2 e outros vírus?  O maior impacto da SRAG por covid-19 continua a ser sobre menores de dois anos e na população idosa (mais de 65 anos). Entre crianças, além do SARS-CoV-2, foram identificados como responsáveis por casos de SRAG, o Vírus Sincicial Respiratório (VSR) e rinovírus. 

Outros vírus 

O relatório mostra ainda um aumento nos casos de SRAG, causado por Influenza A, nos estados do Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Santa Catarina e São Paulo, ainda que com uma prevalência bem menor que a covid-19.  Os números das últimas quatro semanas epidemiológicas mostram que o SARS-CoV-2 esteve presente em 66,9% dos casos de SRAG testados positivos para vírus respiratórios e 87,2% dos casos que resultaram em óbito. A Influenza A foi detectada em 7,8% e 4,6% dos óbitos; a Influenza B em apenas 0,3% dos casos e o VSR em 10,4%.  Saiba mais: Proteção contra infecção do trato respiratório inferior causada pelo VSR em bebês 

Situação atual 

Em 2024, foram notificados 8.693 casos de SRAG, desses, 37,9% tiveram resultado laboratorial positivo para algum vírus respiratório e 14,8% aguardam resultado. O SARS-CoV-2 foi responsável por 66,4% desses casos, seguido pelo VSR, com 10,6%, e Influenza A (6,7%) por último vem a Influenza B em 0,4% dos casos. *Este artigo foi revisado pela equipe médica do Portal Afya.

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Referências bibliográficas

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Augusto CoutinhoAugusto Coutinho
Jornalista formado pela Universidade Estácio de Sá (UNESA) em 2009, com extensão em Produção Editorial (UNESP) e Planejamento Digital (M2BR Academy).