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Ginecologia e ObstetríciaJUN 2022

Qual o custo-benefício do uso de sling retropúbico profilático na cirurgia de prolapso vaginal?

Artigo comparou o custo-benefício das três estratégias de utilização de SUM no tratamento de IUE um ano após o reparo do prolapso vaginal.

Sling de uretra média profilático (SUM) no momento do reparo do prolapso reduz significativamente o risco de incontinência urinária de esforço (IUE) após correção do prolapso vaginal, porém está associado a algumas morbidades pequenas, mas significativas. Como não existe uma abordagem padronizada para a utilização de SUM, a análise de decisão fornece um método para avaliar o custo e a eficácia associadas a várias estratégias de SUM para abordar o risco de IUE após o procedimento de correção de prolapso vaginal.

Leia também: Malha transvaginal comparada com reparo de tecido nativo para prolapso de órgãos pélvicos

Qual o custo-benefício do uso de sling retropúbico profilático na cirurgia de prolapso vaginal

Análise recente

Em junho de 2022 foi publicado um artigo no American Journal of Obstetrics and Gynecology, com o objetivo de comparar o custo-benefício das três estratégias de utilização de SUM no tratamento de IUE um ano após o reparo do prolapso vaginal. As três abordagens são: 1) estratégia em etapas: reparo do prolapso sem SUM profilático, 2) sling universal: reparo do prolapso com SUM profilático e 3) sling seletivo: reparo do prolapso com SUM profilático apenas em pacientes com teste de esforço positivo para tosse com redução do prolapso (TRP).

Os autores do estudo criaram um modelo de análise de decisão para comparar estratégia em etapas, sling universal e sling seletivo. A estratégia de menor custo foi a estratégia por etapas, que custa US$ 1.051,70 por paciente, seguida por US$ 1.093,75 para sling seletivo e US$ 1.125,54 para sling universal. A abordagem do sling seletivo, no entanto, teve o maior valor de utilidade de saúde; portanto, o sling universal foi dominado pelo sling seletivo, pois é menos dispendioso e mais eficaz. Quando comparado à estratégia em etapas, o sling seletivo foi econômico com ICER de US$ 2.664/QALY, atingindo o limite predeterminado. Em múltiplas análises de sensibilidade de uma via, a variável com o maior efeito foi a porcentagem de pacientes que optaram por se submeter à cirurgia SUM subsequente para IUE após a cirurgia índice. Somente quando essa proporção excedeu 62% o sling universal se tornou a opção econômica, pois o sling seletivo ultrapassou o limite predeterminado.

Conclusão

A conclusão final do artigo foi de que o sling seletivo foi a estratégia preferida e custo-efetiva no tratamento da IUE um ano após o reparo do prolapso vaginal. Sendo de suma importância, os cirurgiões aconselharem seus pacientes no pré-operatório sobre a possibilidade de IUE após o reparo do prolapso, bem como os benefícios e riscos da SUM profilática. 

Saiba mais: Fatores de risco para prolapso primário de órgão pélvico e recorrência de prolapso

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Referências bibliográficas

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