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Gastroenterologia21 outubro 2026

Tezepelumabe avança no tratamento da esofagite eosinofílica

Ensaio de fase 3 apresenta ganhos histológicos, sintomáticos e endoscópicos na esofagite eosinofílica
Por Luciano Lucas

A AstraZeneca divulgou os resultados do estudo de fase 3 CROSSING, apresentados oralmente na United European Gastroenterology Week 2026, em Barcelona. O artigo sobre o trabalho ainda não foi publicado oficialmente. 

Segundo a farmacêutica, em pacientes sem controle com a medicação de base, o tezepelumabe melhorou a remissão histológica e a disfagia na esofagite eosinofílica até a semana 52.

O ensaio duplo-cego incluiu 368 pacientes de 12 a 80 anos randomizados para 210 mg, 420 mg ou placebo subcutâneo a cada quatro semanas. IBP e corticoide tópico deglutido estáveis eram permitidos.

Quase metade dos casos não obtém controle com o tratamento padrão, e a inflamação pode causar disfagia, impactação alimentar e estenose. O tezepelumabe é um anticorpo monoclonal que inibe a TSLP, citocina epitelial ligada a cascatas inflamatórias.

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Remissão histológica alcança até 68,9% dos pacientes na semana 24

Na semana 24, a remissão histológica atingiu 64,8% com 210 mg e 68,9% com 420 mg, contra 3,5% no placebo (p<0,001). A remissão exigia até seis eosinófilos por campo de grande aumento, limiar atingido pela maioria dos tratados. Na semana 52, as taxas foram de 67,8% e 63,3%, ante 5,4% no placebo, mostrando resposta sustentada na esofagite eosinofílica.

O Dysphagia Symptom Questionnaire (DSQ) caiu 18,8 pontos com 210 mg e 22,0 com 420 mg, contra 14,7 no placebo na semana 24. Com p=0,049 na dose menor e p<0,001 na maior, a redução indica disfagia menos frequente e grave.

Na semana 52, as quedas foram de 22,1 e 24,0 pontos, contra 13,2 com placebo (p<0,001). A melhora persistiu após a semana 24.

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Quais resultados endoscópicos e de segurança o estudo apresentou?

O tratamento melhorou o Eosinophilic Esophagitis Endoscopic Reference Score (EREFS) nas semanas 24 e 52. Não há limiar estabelecido de relevância clínica para o escore.

Na semana 52, a remissão endoscópica total ocorreu em 34,4% (210 mg) e 29,5% (420 mg) dos pacientes, contra 4,1% com placebo. Eles não tinham nenhum dos cinco achados endoscópicos.

A segurança foi consistente com as indicações aprovadas. Nasofaringite, cefaleia e diarreia foram os eventos adversos mais frequentes.

Em comunicado de imprensa, a AstraZeneca informou planejar compartilhar com autoridades regulatórias os dados do CROSSING, que incluem os resultados endoscópicos.

Este conteúdo foi elaborado com auxílio de inteligência artificial com supervisão e revisão da Equipe Afya.

Autoria

Foto de Luciano Lucas

Luciano Lucas

Editor de conteúdo da Afya. Jornalista formado pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).

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