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Gastroenterologia19 outubro 2026

Emvistegraste supera placebo em estudo de fase 2 de colite ulcerativa

Estudo de fase 2 em colite ulcerativa apresenta dados de remissão, melhora endoscópica e segurança após 12 semanas.
Por Bruna Lupp

A Gilead divulgou em 19 de outubro de 2026 resultados do estudo SWIFT sobre emvistegraste para colite ulcerativa moderada a grave. Na fase de indução, a resposta clínica superou a do placebo após 12 semanas. Os dados foram apresentados em congresso realizado em Barcelona, na Espanha.

O ensaio de fase 2 incluiu 238 adultos e utilizou distribuição aleatória, duplo-cego e comparação com placebo. Os participantes receberam doses orais diárias de 25 mg, 75 mg ou 200 mg, ou placebo. O medicamento investigacional inibe a integrina α4β7 e ainda não possui aprovação.

Resposta clínica chega a 66% com emvistegraste

Na dose de 200 mg, 66% dos participantes apresentaram resposta clínica, ante 37% com placebo. O desfecho primário foi avaliado pelo escore Mayo modificado na semana 12, com diferença estatisticamente significativa pelo valor nominal de p.

A divulgação reúne resultados da etapa inicial do estudo, sem estabelecer a persistência da resposta durante a manutenção. O comunicado apresenta contagens conflitantes para o grupo tratado, embora repita o percentual de 66%.

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Como variaram a remissão clínica e os achados endoscópicos?

A remissão clínica ocorreu em 31% dos pacientes com 200 mg, contra 8% no placebo. Essa diferença integrou os desfechos secundários analisados na mesma etapa de indução.

A melhora endoscópica atingiu 39% dos participantes tratados, diante de 12% no grupo controle. Já o desfecho combinado de melhora histológica endoscópica da mucosa (HEMI) foi observado em 25% e 10%, respectivamente. A cicatrização mucosa ocorreu em 24% e 10%.

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Estudo SWIFT avalia segurança e manutenção

Considerando conjuntamente os três grupos que receberam emvistegraste, eventos adversos ocorreram em 36% dos participantes que receberam o medicamento e em 37% daqueles que receberam placebo. A maioria teve gravidade até grau 2. Eventos graves foram registrados em 2% dos tratados e considerados não relacionados ao medicamento.

A descontinuação por eventos adversos atingiu 1% da população total do estudo. A investigação continua com avaliação da manutenção dos resultados na colite ulcerativa. A empresa também prevê iniciar um estudo de fase 3 com monoterapia em 2027.

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No Brasil, o emvistegraste (GS-1427) ainda não possui aprovação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Segundo a Gilead, o medicamento permanece em investigação clínica e não recebeu autorização regulatória em nenhum país. 

Os resultados do estudo SWIFT, de fase 2, representam uma etapa de seu desenvolvimento, mas a segurança e a eficácia ainda não foram definitivamente estabelecidas. A farmacêutica prevê iniciar um estudo de fase 3 em 2027, dando continuidade à avaliação do medicamento para o tratamento da colite ulcerativa.

Limitações do estudo

Os resultados apresentados são provenientes de um ensaio clínico de fase 2, divulgados pela fabricante Gilead Sciences e apresentados em congresso científico. Embora os achados iniciais indiquem potencial terapêutico do emvistegraste para pacientes com retocolite ulcerativa moderada a grave, ainda não estão disponíveis dados completos sobre a manutenção da resposta clínica e a segurança do tratamento em longo prazo.

Estudos adicionais são necessários para confirmar a eficácia, avaliar a durabilidade dos benefícios e estabelecer o perfil de segurança do medicamento.

Este conteúdo foi elaborado com auxílio de inteligência artificial com supervisão e revisão da Equipe Afya.

Autoria

Foto de Bruna Lupp

Bruna Lupp

Editora de Conteúdo Sr. Formada em Letras pela UFRJ e pós-graduada em Gestão de Projetos. Atuante na produção de conteúdo médico há 10 anos.

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