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Endocrinologia18 agosto 2026

Treinamento resistido, isolado ou combinado com o treinamento aeróbico para DM2?

Meta-análise mostra que treino resistido, sobretudo combinado ao aeróbico, melhora rigidez arterial e função endotelial no DM2.

O treinamento físico é um pilar do manejo não farmacológico do diabetes mellitus tipo 2 (DM2), com benefícios para o controle glicêmico, a composição corporal, a aptidão cardiorrespiratória e diversos fatores de risco cardiovascular. O treinamento aeróbico tem sido enfatizado para a saúde vascular, em parte porque elevações repetidas na tensão de cisalhamento durante exercícios de resistência podem melhorar a função endotelial. O treinamento resistido é cada vez mais reconhecido como um componente essencial da prescrição de exercícios para o DM2, devido aos seus benefícios para a massa e a força muscular esquelética, a sensibilidade à insulina e a capacidade funcional adaptações que podem favorecer a adesão a longo prazo e o controle metabólico. 

Metodologia: 

Esse é um artigo de revisão sistemática publicado em maio de 2026 na revista Frontiers in Endocrinology para avaliar e quantificar os efeitos de intervenções baseadas em treinamento resistido (TR) definido como TR isolado ou TR combinado com treinamento aeróbico (TA) na função vascular de adultos com DM2. 

Resultados encontrados e discussão:

Em comparação com grupos controle sem exercício, as intervenções baseadas em TR reduziram significativamente a rigidez arterial e melhoraram a função endotelial em adultos com DM2. As análises de subgrupos sugeriram que a combinação de TR e TA produziu benefícios mais consistentes do que o TR isolado, particularmente em intervenções de maior intensidade e maior duração. 

Conclusão: 

Intervenções baseadas em TR, particularmente quando realizadas de forma combinada (TR + TA), podem melhorar a função vascular em adultos com DM2 especialmente a rigidez arterial e a função endotelial , com evidências de certeza moderada corroborando esses benefícios. 

São necessários novos ensaios clínicos randomizados bem delineados, com poder estatístico adequado e avaliações vasculares padronizadas, para definir prescrições ideais de exercícios para adultos com DM2. 

Autoria

Foto de Letícia Japiassú

Letícia Japiassú

Conteudista médica na Afya. Graduação em medicina Unirio. Pós Graduação em Endocrinnologia PUC-RJ. Especialista em Clínica Médica, Nutrologia e Terapia Nutricional Parenteral e Enteral.

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