Recentemente, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA) comunicou a aprovação de uma nova medicação, o lebriquizumabe, para o tratamento da dermatite atópica (DA) moderada a grave em pacientes adultos e em crianças a partir de 12 anos de idade, que sejam candidatos a terapia sistêmicas.1 Uma ótima notícia para pacientes afetados pela doença, assim como para seus médicos e familiares.
Mecanismo de ação
A patogênese da dermatite atópica é multifatorial e envolve fatores genéticos, ambientais, disfunção de barreira cutânea, alteração da microbiota da pele e desregulação imune.2
Nos pacientes com dermatite atópica, ocorre desregulação imune com desvio para células T helper tipo 2 (Th2). Tais células induzem a expressão de diversas citocinas inflamatórias, como IL-4, IL-13 e IL-31, que são essenciais para a patogênese da doença.2 Atualmente, a citocina IL-13 se destaca como a principal citocina inflamatória da fisiopatologia da DA.3
O lebriquizumabe é um anticorpo monoclonal IgG4 terapêutico com ligação seletiva e de alta afinidade a receptores de IL-13, neutralizando sua sinalização com baixa taxa de dissociação.4 O lebriquizumabe previne a formação do heterodímero sinalizador IL4Rα/IL-13Rα1. Dessa forma, ocorre bloqueio da cascata de sinalização da IL-13 sem interferência na sinalização IL-4.5
Além disso, o lebriquizumabe não interfere na ligação da IL-13 com o receptor isca IL-13Rα2. Este receptor não tem função de mediação inflamatória e é responsável por internalizar a IL-13 que circula em níveis excessivos.6
Indicações e posologia
O lebriquizumabe é uma medicação injetável indicada para o tratamento de adultos e de crianças acima de 12 anos de idade, com peso mínimo de 40 kg e que sejam candidatos a terapias sistêmicas. A medicação é indicada para dermatite atópica moderada a grave com indicação para terapias sistêmicas.7
O lebriquizumabe pode ser utilizado como monoterapia ou em associação a corticosteroides tópicos ou inibidores de calcineurina.7 A medicação é contraindicada em pacientes com hipersensibilidade à substância ativa (lebriquizumabe) ou a excipientes da formulação (histidina, ácido acético, sacarose, polissorbato 20 e água para injetáveis).7
O lebriquizumabe está disponível em canetas de 250 mg de canetas pré-preenchidas com 2 ml. A dose inicial recomendada é de 500 mg (duas injeções subcutâneas de 250 mg) nas semanas 0 e 2, seguida pela aplicação de 250 mg a cada duas semanas até a semana 16. Na ausência de resposta até a semana 16, o tratamento deverá ser descontinuado. Em caso de resposta clínica parcial, o tratamento poderá ser mantido a cada duas semanas até a semana 24. Quando a resposta clínica adequada for atingida, deve ser iniciada dose de manutenção com 250 mg a cada quatro semanas.7
Este conteúdo foi produzido pela Afya com o apoio de Lilly de acordo com a Política Editorial e de Publicidade do Portal Afya.
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