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Carreira26 abril 2024

Qual área escolher: clínica, cirúrgica ou clínico-cirúrgica?

Na hora de escolher qual a especialidade seguir, é bom conhecer as opções, as diferenças e os locais para atuar.
Por Redação Afya

Segundo a Resolução 2.330/2023 do CFM, são reconhecidas no Brasil 55 especialidades da Medicina e 61 áreas de atuação — que são, na verdade, subespecialidades.  

E aí vem a dúvida: área Clínica, Cirúrgica ou Clínico-Cirúrgicas? Na hora de escolher qual a especialidade seguir, é bom conhecer as opções, as diferenças e os locais para atuar.   

Qual escolher? 

Nas diversas oportunidades na carreira da medicina, estão as diversas especialidades que um médico pode se dedicar, direcionando-o ao atendimento ambulatorial, âmbito cirúrgico ou ambos. Tudo dependerá do perfil do profissional. 

Qual área deseja trabalhar? Por exemplo, se gosta da área cirúrgica apenas, deve pesquisar quais são as especialidades relacionadas. A Residência Médica em Cirurgia Geral é de acesso direto (ou seja, aquela que você pode entrar logo após a graduação) e é uma das especialidades mais procuradas para RM; ela se ocupa da realização de diversos tipos de operações, desde cirurgias de emergência até as eletivas.  
 

Clínica Médica 

Se pensa mais em trabalhar em consultório, ambulatório, enfermaria, consultas domiciliares, deve considerar as especialidades clínicas, só que, antes disso precisará fazer a residência de Clínica Médica (CM), que dura dois anos – com exceção, por exemplo, de Dermatologia, que tem acesso direto.  As atividades são divididas em ambulatoriais, de emergência, hospitalares, rodízios em especialidades, atividades acadêmicas e de pesquisa.

A CM uma especialidade de acesso direto, ou seja, qualquer médico recém-formado e que possua CRM pode cursá-la, independentemente do tempo de formação ou de experiência.  Tem muito campo de trabalho e é pré-requisito para outras especialidades, como: Angiologia, Cardiologia, Endocrinologia, Gastroenterologia, Nefrologia, Geriatria, Pneumologia,  Reumatologia, dentre outras. 

Leia também: Ortopedia: o que esperar da carreira?

Cirúrgica 

Em 2019 se dividiu em: área Cirúrgica Básica (com dois anos de duração) e Cirurgia Geral (com duração de três anos). Na época, a diferença é que a área de cirurgia básica seria pré-requisito para outras subespecialidades — aquelas que não são de acesso direto —, como: Urologia, Cirurgia Plástica, Nutrologia, Mastologia, Coloproctologia, Cirurgia Torácica, Medicina Intensiva, Cirurgia Pediátrica, Cancerologia/Cirúrgica, Cirurgia de cabeça e pescoço, dentre outras.  

Contudo, a Resolução CNRM Nº 1, de 19 de março de 2024 extingue o Programa de Pré-Requisito em Área Cirúrgica Básica (PPRACB). 

O programa de Cirurgia Geral é que dá o título de especialista para atuar como cirurgião em emergências, cirurgias eletivas, etc. Contudo, nada impede de seguir para outra especialidade cirúrgica.  

“Um dos maiores desafios do cirurgião é a necessidade de estar disponível a qualquer momento. Não há como prever se um paciente operado, por mais simples que tenha sido a cirurgia, apresentará uma evolução inesperada e necessitará de uma reintervenção de urgência. Além disso, há o esgotamento físico que muitas horas de cirurgia podem gerar. Por outro lado, o ato cirúrgico é o momento em que o cirurgião se sente fazendo uma coisa que realmente gosta. Ter o poder de curar uma enfermidade através de suas mãos é grandioso”, diz Dr. Bernardo Shwartz.

Leia mais: Cirurgia Geral: resistência física, controle emocional e segurança na tomada de decisão

Clínico-Cirúrgicas 

Há as especialidades consideradas clínico-cirúrgicas, que têm uma quantidade relevante de cirurgias envolvidas na prática do dia a dia, como: Ortopedia, Ginecologia e Obstetrícia, Otorrinolaringologia e Oftalmologia.  Ela está relacionada ao diagnóstico, prevenção, tratamento e cuidado do paciente envolvendo as duas áreas.   

‍Vimos, então, que existem especialidades mais agitadas, com longas horas em centros cirúrgicos e prontos-socorros, como urgência e emergência e cirurgia geral, e outras são mais tranquilas, com uma rotina de consultório ou hospital. Então a sua escolha tem muito a ver com o seu estilo de vida profissional e pessoal também. 

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Referências bibliográficas

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