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Carreira25 junho 2026

Procedimentos para o internato médico: o que o aluno precisa fazer antes do CRM?

Procedimentos para o internato médico que ajudam futuros médicos a ganhar segurança em plantões, enfermarias e urgências

Treinar repetidamente alguns procedimentos para o internato médico faz parte da formação e pode refletir na confiança e no desempenho do médico recém-formado durante os primeiros atendimentos. A realização de alguns desses procedimentos pela primeira vez também representa marcos que ficam nas lembranças de muitos médicos.

Memorizar listas de procedimentos passo a passo faz parte dos estudos durante a faculdade. No entanto, executar os procedimentos mais comuns da prática generalista pelo menos uma vez antes do término da graduação ajuda o interno a amadurecer a compreensão sobre indicações, contraindicações, técnicas básicas, riscos, complicações e cuidados pós-procedimento.

Por isso, toda prática deve ser feita sob supervisão, para que o aprendizado seja discutido e aperfeiçoado.

Os procedimentos citados a seguir não são complexos nem especializados. Também não são os únicos que devem ser praticados durante a graduação. Ainda assim, estão entre os mais frequentes em plantões, enfermarias e atendimentos de urgência.

1. Punção venosa periférica

O acesso venoso periférico é um procedimento normalmente realizado pela equipe de enfermagem e muito comum em situações de urgência para administração de fluidos e medicamentos intravenosos.

Como médicos, também devemos estar preparados para saber quando solicitá-lo ou para ajudar a realizá-lo em situações complexas. Para isso, é necessário saber avaliar a necessidade do acesso e suas contraindicações, escolher adequadamente a região a ser puncionada e o calibre do cateter, aplicar a técnica asséptica correta e reconhecer falhas ou complicações.

Saiba mais: Punção venosa periférica: passo a passo seguro

2. Coleta de gasometria arterial

A punção arterial para gasometria é feita na avaliação de pacientes com insuficiência respiratória, distúrbios ácido-base ou estados de choque.

Nesse procedimento, o interno deve compreender as indicações para a realização do exame, a anatomia do sítio a ser puncionado, a técnica adequada e os riscos associados.

A interpretação dos resultados, algo que assusta muitos estudantes durante o primeiro contato com a gasometria nos estágios, também deve ser praticada durante a formação para trazer mais segurança aos primeiros atendimentos.

3. Sutura básica de pele

Também frequente nos serviços de urgência e nos pequenos procedimentos realizados na atenção primária, a sutura simples ajuda o interno a desenvolver e aperfeiçoar habilidades manuais e clínicas.

Entre essas habilidades estão a avaliação adequada de feridas, a escolha do fio e do tipo de sutura para cada caso, a realização de anestesia local, a assepsia e as orientações de cuidado pós-procedimento.

Esse é o tipo de procedimento em que, quanto mais praticamos ao longo da formação, mais segurança teremos nos atendimentos em que a sutura for necessária.

Saiba mais: Tipos de sutura: técnicas e fios que todo médico precisa conhecer

4. Manobras básicas de via aérea e ventilação com bolsa-válvula-máscara

O manejo da via aérea é uma das prioridades em atendimentos de emergência. Por isso, deve ser dominado por qualquer médico, independentemente da especialidade que pretende seguir.

Esse conhecimento é determinante nos primeiros minutos do atendimento ao paciente crítico. Todo interno deve ter vivenciado, durante treinamentos e simulações, as manobras básicas de abertura de vias aéreas, como inclinação da cabeça (head tilt), elevação do queixo (chin lift) e tração da mandíbula (jaw-thrust).

Também é importante ter praticado o uso de dispositivos simples, como a cânula orofaríngea, e a ventilação com bolsa-válvula-máscara.

5. Suporte Básico de Vida (BLS)

Uma competência mínima esperada de todos nós, médicos, independentemente da área de atuação, é conhecer as técnicas usadas em situações ameaçadoras à vida para manter as funções vitais.

Como médicos recém-formados, devemos estar preparados para reconhecer uma parada cardiorrespiratória, iniciar manobras de compressões torácicas e ventilação, organizar o atendimento em equipe, solicitar ajuda, orientar as pessoas envolvidas e, quando indicado, utilizar o desfibrilador externo automático.

Saiba mais: Suporte básico de vida para adultos (BLS): atualizações da AHA

#Conteúdo otimizado com o auxílio de IA e revisado pela equipe do Portal Afya.

Autoria

Foto de Juliana Karpinski

Juliana Karpinski

Editora-assistente médica na Afya. Médica e Jornalista formada pela Universidade Federal do Paraná (UFPR), com MBA em Gestão Estratégica pela mesma instituição (2022).

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