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Carreira27 agosto 2025

Prescrição inteligente: qualidade de vida para médico e paciente 

IA na prescrição médica otimiza decisões, reduz erros e apoia o médico sem substituir seu julgamento clínico
Por Juliana Karpinski

Prescrever é um dos gestos mais comuns e importantes que realizamos como médicos. É quando conectamos o conhecimento de anos de estudo, o julgamento clínico construído com a experiência e o lado humano da relação entre médico e paciente. Em questão de segundos, tomamos uma decisão que pode aliviar a dor, controlar uma doença, transformar um prognóstico do paciente.  

Na prática, sabemos que esse momento de atenção tão representativo para nós, médicos, às vezes é engolido pela correria do atendimento, pelo prontuário que precisa ser atualizado, pela tentativa de lembrar informações da última consulta ou de revisitar exames. Tudo isso, enquanto tentamos ouvir e dar atenção ao paciente e a sua queixa.  

É um processo que repetimos 10, 20, 30 vezes ao dia. E qual o resultado dessa rotina sobrecarregada? Pequenos deslizes que passam despercebidos, orientações incompletas, dificuldade de compreensão do paciente e tratamentos que não são seguidos como deveriam.  

“Um grande desafio é definir quais são os itens fundamentais de prescrever para cada paciente e as ferramentas de apoio à decisão clínica podem ajudar a direcionar a prescrição”, explica a médica intensivista pediátrica Dra. Renata Carneiro da Cruz.  

O médico de família e comunidade, professor e editor da Afya, Dr. Marcelo Gobbo também relata sua experiência em consultório com pacientes com muitas comorbidades, que acabam fazendo polifarmácia, e o quanto isso impacta na hora da prescrição. 

“É um grande desafio compreender o que o paciente já usa, encontrar o nome da medicação, a posologia. Além disso, existe o desafio de construir uma boa prescrição de maneira clara, fácil e ágil para o paciente. O trabalho empreendido na digitação e na busca de informações, acaba consumindo um tempo valioso da consulta”, explica Dr. Marcelo. 

É aqui que entra a inteligência artificial. 

Afinal, em ambientes cada vez mais conectados e com diversos recursos tecnológicos, por que não prescrever por voz, texto ou foto, pelo celular ou até smartwatch? Por que não automatizar tarefas simples? Por que não melhorar a experiência do médico como prescritor? Isso é possível! 

 

O que é uma prescrição inteligente? 

A prescrição faz parte do ato médico e é um dos processos mais poderosos da profissão. Com a inteligência artificial, o que mudou é que ela pode ser apoiada por sistemas que analisam dados em tempo real e oferecem sugestões para médicos e pacientes baseadas em evidências. 

Isso inclui prescrições pré-preenchidas, alertas de alergias e interações medicamentosas com sugestão do manejo, orientações sobre administração de medicamentos, adequação de dose e renovação automática em tratamentos contínuos. Na prática, é como se o processo tradicional ganhasse um copiloto digital, sem tirar do médico o poder de decisão. 

“A experiência do médico e sua vivência não podem ser substituídos, mas a inteligência artificial vem para somar e direcionar as informações que são coletadas pelo médico durante a consulta médica”, explica Dra. Renata. 

Dr. Marcelo comenta que a tecnologia tem a capacidade de gerar um impulso na habilidade de prescrever e na tomada de decisão clínica. Ela consegue ser muito mais precisa e rápida, conter um armazenamento de memória maior do que a capacidade humana, o que facilita o processo de tomada de decisão baseado em dados, com mais segurança e mais presteza.  

“Quando falamos sobre a rotina de cuidado de um paciente que vive com hipertensão ou diabetes, por exemplo, ferramentas de inteligência artificial podem nos auxiliar a verificar se o que está sendo feito está dentro do que seria o melhor tratamento disponível para aquele momento, para aquela rotina de paciente frente ao estágio de doença que ele está. Isso potencializa as habilidades do médico”, explica. 

 

Vantagens da IA nas prescrições 

Estudos demonstraram que o tempo dedicado à prescrição e orientação de um novo medicamento é de cerca de 49 segundos, em uma consulta média de 16 minutos. Apesar de representar apenas 5% do tempo da consulta, prescrever é um momento que exige atenção do médico e compreensão do paciente.  

Ter um assistente digital para realizar tarefas simples enquanto nos concentramos em revisar, aprovar as informações e explicar ao paciente o que ele realmente precisa saber é uma das soluções da prescrição inteligente, que pode englobar dentre suas funcionalidades itens como:  

  • Análise automática de interações medicamentosas 
  • Verificação de doses e vias de administração 
  • Identificação de contraindicações 
  • Sugestões baseadas em evidências para escolha de medicamentos  

Dra. Renata explica que ferramentas assim agilizam a consulta, ajudam na decisão clínica e contribuem para a adesão do paciente, à medida que diminuem taxas de erro e interações evitáveis. “Lembrando que nem sempre conseguimos, por exemplo, deixar de ter uma interação medicamentosa na prescrição, mas, ter tempo para informar o paciente sobre ela e que naquele momento teremos que assumir esse risco, traz mais segurança na relação.” 

Pensando na segurança do paciente, Dr. Marcelo destaca que poder contar com uma ferramenta que auxilia nas condutas é um bom jeito de tornar a tomada de decisão mais acertada ou mais cabível para cada paciente. “É sem dúvidas um grande divisor de águas no modelo de assistência clínica e na geração de valor pro paciente. Afinal, quanto mais assertivo a nossa conduta, mais valor a gente gera”, comenta.  

Além disso, Dr. Marcelo também lembra que esse tipo de recurso facilita a adesão do paciente na medida em que, ao invés de você se preocupar com a burocracia do preenchimento, o médico passa a ter mais tempo disponível para construir essa prescrição de maneira compartilhada e focada em indução de comportamentos para que o paciente faça uma boa adesão. 

Ou seja: o ganho é duplo. Pacientes são mais bem orientados e médicos direcionam a energia para o que realmente importa durante a consulta. 

 

A prescrição do futuro já é realidade 

Com a rotina agitada, agenda cheia e consultas multitarefas, os médicos se desgastam e normalmente não conseguem se dedicar como desejam aos pacientes. O ato de prescrever se torna burocrático, enquanto deveria ser uma demonstração do cuidado preciso e humano.  

Mas prescrever já pode ser uma experiência mais rápida e inteligente. O Afya ReceitaPro está chegando como um verdadeiro assistente digital, que apoia a decisão clínica com base em inteligência artificial, humana e científica. Ele simplifica a prescrição e a torna mais intuitiva. Tudo isso, adaptado à rotina do médico, que pode prescrever por voz, texto ou foto (via app ou WhatsApp), pelo celular ou até smartwatch. 

A ferramenta traz flexibilidade para o médico, facilidade para o paciente ter acesso a receita em vários canais, com dispensador de medicamentos próprio e integração com a base de medicamentos da CliqueFarma, permitindo adaptar o tratamento prescrito para o contexto do paciente.  

O Afya ReceitaPro automatiza tarefas e conecta médicos, pacientes, farmácias e laboratórios, tornando o cuidado mais acessível. Ele chega como um novo instrumento de trabalho para auxiliar quem tem a medicina como vocação, e com recursos como: 

  • Prescrição 100% mobile-first para se adaptar a rotina do médico: pelo celular (app), smartwatch e Whatsapp 
  • Prescrição por texto, voz e foto  
  • Histórico de prescrições 
  • Prescrição de medicamentos pelo nome comercial ou de substâncias 
  • Prescrição de receituários simples, controle especial, antimicrobiano, em duas vias, receitas azuis e amarelas  – com reconhecimento e adequação automática do tipo de receituário 
  • Assinatura digital gratuita e integração com principais players   

Dr. Marcelo destaca que quando o médico usa recursos de inteligência artificial como o Afya ReceitaPro, ele suprime da sua rotina a etapa burocrática da prescrição, contando com facilitadores da gestão de medicamentos e da gestão de condutas, por exemplo, para que a melhor decisão clínica seja tomada.  

“É uma possibilidade de vincular melhor com o paciente, escutá-lo melhor e, a partir disso, engajá-lo mais no tratamento, fazendo com que a adesão seja ampliada. E, mais do que isso, fazendo com que ele tenha uma percepção de maior humanização da consulta e de maior centralidade do tratamento nele próprio”, explica Dr. Marcelo. 

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